<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3285612380324475354</id><updated>2011-11-03T16:32:43.392-07:00</updated><title type='text'>Pá de idéia</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://padeideia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Pá de Idéia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11378890218981568426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>35</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3285612380324475354.post-8220252790632989844</id><published>2011-11-03T16:31:00.000-07:00</published><updated>2011-11-03T16:32:43.407-07:00</updated><title type='text'>Ex-amigos</title><content type='html'>Quantos penares, loucos alaridos,&lt;br /&gt;Coração a palpitar em cultivos descabidos&lt;br /&gt;Carência inconseqüente, palavras ditas sem pensar&lt;br /&gt;E um errado recado minhas atitudes teimam em dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gosto e digo, não gostas e somes!&lt;br /&gt;Por que misturar amor e carne e osso,&lt;br /&gt;Velhas afeições cansadas de esforço?&lt;br /&gt;Como explicar, como fazer entender&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que as coisas podem ser sem nunca acontecer?&lt;br /&gt;Por que o súbito sumiço?&lt;br /&gt;Não, não se tratava disso!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3285612380324475354-8220252790632989844?l=padeideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padeideia.blogspot.com/feeds/8220252790632989844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2011/11/ex-amigos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/8220252790632989844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/8220252790632989844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2011/11/ex-amigos.html' title='Ex-amigos'/><author><name>Pá de Idéia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11378890218981568426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3285612380324475354.post-2279417492000367332</id><published>2011-11-03T16:29:00.000-07:00</published><updated>2011-11-03T16:30:50.694-07:00</updated><title type='text'>Haikai kai</title><content type='html'>Tenho um saquinho preto onde atiro alguns pensamentos&lt;br /&gt;Às vezes, sem querer, caem umas pessoinhas lá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3285612380324475354-2279417492000367332?l=padeideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padeideia.blogspot.com/feeds/2279417492000367332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2011/11/haikai-kai.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/2279417492000367332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/2279417492000367332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2011/11/haikai-kai.html' title='Haikai kai'/><author><name>Pá de Idéia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11378890218981568426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3285612380324475354.post-4650558742139631620</id><published>2010-03-04T16:17:00.000-08:00</published><updated>2010-03-04T16:18:17.554-08:00</updated><title type='text'>ZÉ CUECA-FEIRA!</title><content type='html'>Fala sério! É ou não é ridícula a propaganda da cerveja “X” que usa a baboseira da ZÉ CUECA-FEIRA? O cara que diz que bebe porque gosta de ficar bêbado; o que assume gostar da sensação da droga na sua mente; o que bebe só pra fulerar, enfim, são muito mais admiráveis que aqueles que se deixam levar por uma propaganda tão idiota e – pasmemos – reproduzem isso nos bares, essa instituição irmã do cabaré e mais antiga que a escola ou a igreja! Essa é mais uma versão pouco sofisticada do “faça isso porque o Zé Cueca – que é famoso – faz!”&lt;br /&gt;Dizem alguns que a cerveja é gostosa! Que mentira! Gostoso é suco – com ou sem leite; gostoso é chá, é... sei lá... gelatina, bolo, a maioria das frutas... Até quanto a refrigerante é tolerável que se diga: é gostoso; embora não se possa dizer que faça bem à saúde. Mas cerveja?!  Cerveja amarga pra caralho! Eu lembro que a primeira vez que ingeri um gole – e eu não sabia porque estava fazendo aquilo – achei o gosto horrível e, devo confessar, não questionei sobre o porquê das pessoas beberem aquilo, ou seja, eu era a vítima perfeita: mais um que não sabia porque bebia... Felizmente eu acordei e vi que não havia nada que obrigasse a beber aquele mijo!&lt;br /&gt;Então, amigos, chutemos o pau da barraca do Zé Cueca e denunciemos que ele tá “fazendo gato” pra não pagar a energia! Gritemos com voz rouca que ele obscurece e empobrece o ser humano já tão confuso de nossos dias! Vamos dizer a ele que ainda existem pessoas cujo coração e mentes não são vazios o suficiente para recorrerem à sua panacéia fermentada!&lt;br /&gt;Eu sei que 99% das propagandas de TV merecem críticas parecidas, mas nem todos dariam um texto com um título legal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Por Paulo Henrique)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3285612380324475354-4650558742139631620?l=padeideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padeideia.blogspot.com/feeds/4650558742139631620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2010/03/ze-cueca-feira.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/4650558742139631620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/4650558742139631620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2010/03/ze-cueca-feira.html' title='ZÉ CUECA-FEIRA!'/><author><name>Pá de Idéia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11378890218981568426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3285612380324475354.post-3776767530209364174</id><published>2010-01-20T07:20:00.003-08:00</published><updated>2010-01-20T07:41:33.127-08:00</updated><title type='text'>Seria o presente do Haiti o nosso futuro?</title><content type='html'>Nunca fui boa em teorias conspiratórias ou planos mirabolantes, mas gosto de quebra-cabeças. Ultimamente, algumas peças vêm se encaixando tão lindamente na minha cabeça que seria um desperdício não mostrar pra alguém, a despeito da suspeita de elas não fazerem o menor sentido. Assim, revolvi postar a coisa toda aqui no Padeideia e deixar que cada um julgue por si, caso se dê ao trabalho de ler tudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia é: talvez o caos no Haiti pós-terremoto possa nos dar uma pista de pra onde caminha a humanidade... Não se trata só de solidariedade mundial, mas também de economia global, por incrível que possa parecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se estiverem corretos os dados colhidos pelo jornalista David Bornstein, no livro Como Mudar o Mundo, a humanidade consumiu um terço dos recursos naturais do planeta nas últimas três décadas. O número é estarrecedor e demonstra que nesse ritmo o capitalismo não tem como se sustentar como alternativa de modelo econômico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo livro, o autor se esforça por demonstrar que os governos estão cada vez mais submetidos aos interesses de poucos, mas grandes grupos econômicos, fato corroborado claramente pelo fracasso das seguidas convenções sobre as mudanças climáticas. Em outras palavras, pagamos impostos para ver nossos governos cada vez mais submetidos às vontades de alguns poucos que tentam ditar as regras do consumo mundial, fabricando produtos com obsolescência programada para cada vez mais cedo, esgotando cada vez mais os recursos que sabemos serem esgotáveis. Vide: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=lgmTfPzLl4E&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua no post de baixo...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3285612380324475354-3776767530209364174?l=padeideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padeideia.blogspot.com/feeds/3776767530209364174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2010/01/seria-o-presente-do-haiti-o-nosso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/3776767530209364174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/3776767530209364174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2010/01/seria-o-presente-do-haiti-o-nosso.html' title='Seria o presente do Haiti o nosso futuro?'/><author><name>Pá de Idéia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11378890218981568426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3285612380324475354.post-4589253039446922941</id><published>2010-01-20T07:20:00.001-08:00</published><updated>2010-01-25T06:21:28.544-08:00</updated><title type='text'>Precisamos dar um salto de época</title><content type='html'>Pra mim, não só o modelo econômico precisa passar por uma transformação, mas também as relações de poder... Talvez estejamos precisando de um salto de época. Na definição de Domenico de Masi, em O Ócio Criativo, a humanidade só passou sete vezes por saltos assim, que vêm a ser a confluência de três fatores: descoberta de novas fontes de energia, mudanças nas divisões de poder e novas divisões do trabalho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ele tenta demonstrar no livro é que as relações de trabalho já estão mudando com o advento do teletrabalho, retorno ao lar depois da saída para as fábricas, e da valorização do trabalho criativo em detrimento do trabalho braçal que deve diminuir substancialmente com o aumento da mecanização da indústria. Assim, para ele, a crise do desemprego global em massa e do advento de novas formas de trabalho mais intelectual e criativo, fazem com que a energia humana se volte especialmente para o setor de serviços. Isso significaria cada vez mais pessoas voltando a ser patrões de si mesmos, em um movimento nunca visto desde a pré-história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre as descobertas de novas fontes de energia, nem é preciso falar muito para saber que dependemos dos combustíveis fósseis muito mais politicamente do que tecnologicamente, com tantas descobertas envolvendo fontes alternativas de energia e protótipos de auto-sustentabilidade. Se considerarmos o período desde a revolução industrial até agora, quando vemos um esgotamento gritante dos recursos de toda ordem – fala-se em escassez de água e de alimentos, além de aquecimento global, derretimento de geleiras - acho que a humanidade tem potencial tecnológico, intelectual e logístico para reverter a situação, mas precisamos dar um salto nesse sentido, reunir todos os esforços e confluir pra isso, como aconteceu com a erradicação da varíola. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já provamos outras vezes nossa capacidade de superação diante de grandes ameaças e já entendemos que o custo disso é mobilização mundial, agora muito mais fácil de potencializar devido ao advento da era da informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, para mim, uma grande mudança nas divisões de poder ainda está pra acontecer, embora a vitória da democracia após derrotar os regimes totalitários, seja comunistas ou não, seja relativamente recente. Para além do debate comunismo x capitalismo (q pra mim está superado com a demonstração de falência do comunismo prático), acho que talvez não demore muito para a humanidade perceber a falência também do capitalismo como modelo viável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que poderia restar então? A resposta para uma nova divisão de poder no futuro pode estar no terceiro setor por uma série de motivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua no post de baixo...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3285612380324475354-4589253039446922941?l=padeideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padeideia.blogspot.com/feeds/4589253039446922941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2010/01/precisamos-dar-um-salto-de-epoca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/4589253039446922941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/4589253039446922941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2010/01/precisamos-dar-um-salto-de-epoca.html' title='Precisamos dar um salto de época'/><author><name>Pá de Idéia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11378890218981568426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3285612380324475354.post-2582429359706134195</id><published>2010-01-20T07:19:00.002-08:00</published><updated>2010-01-20T07:58:11.246-08:00</updated><title type='text'>De quem é o poder?</title><content type='html'>Concordo com Thoreau quando ele diz, em A Desobediência Civil, que "o melhor governo é o que menos governa". O que temos assistido, com o advento do liberalismo e suas decorrências, é que a posição dos teóricos liberais tem distorcido isso historicamente em benefício de uma menor intervenção estatal em assuntos econômicos, ocorrendo o contrario na vida dos cidadãos comuns, cada vez mais submetidos a um calhamaço de leis inservíveis e até injustas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A princípio, parece-me que a idéia do pensador de Concord era fundamentar um Estado invisível na vida do cidadão (excetuando o oferecimento de serviços e legislando minimamente)... Mas, ao invés de servir às pessoas, o q se vê é um Estado traidor, que serve a alguns poucos, muitas vezes em detrimento do interesse da maioria que lhes emprestou esse poder. Acredito que pensado nisso Thoreau segue dizendo que “os nossos legisladores ainda não aprenderam a distinguir o valor relativo do livre-comércio frente à liberdade, à união e à retidão”, e adiante afirma ainda: “nunca haverá um Estado realmente livre e esclarecido até que ele venha a reconhecer no indivíduo um poder maior e independente - do qual a organização política deriva o seu próprio poder e a sua própria autoridade - e até que o indivíduo venha a receber um tratamento correspondente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo disso é a tentativa de legislar sobre a transmissão de dados na internet no caso do PirateBay x grandes estúdios de Hollywood. Para quem não conhece essa história, é só dar uma olhada nesse documentário britânico pró-downloads e antidireitos autorais lançado na internet e dirigido pelo britânico Jamie King, 33, Ph.D em filosofia e cineasta amador. Segue um link pra baixar legendado: &lt;br /&gt;http://baixacultura.org/2009/04/18/roube-este-filme-legendado/ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coerentemente, a balança judicial girou em favor do peso do vil metal e o Piratebay foi condenado. Não interessa se essa decisão contraria, ainda que momentaneamente, uma mudança de valores das novas gerações em relação ao que entendemos por direitos autorais e liberdade de acesso à informação. Não importa se essa geração que já nasceu online considera violar direitos autorais um mal menor diante dos benefícios que trará o acesso de todos a todos os dados, mesmo que isso vá de encontro ao interesse de grandes grupos econômicos. No final, também não importam muito nossos valores ultrapassados diante de uma geração que herda não só o mundo, mas a condução dos seus caminhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua no post de baixo...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3285612380324475354-2582429359706134195?l=padeideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padeideia.blogspot.com/feeds/2582429359706134195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2010/01/de-quem-e-o-poder.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/2582429359706134195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/2582429359706134195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2010/01/de-quem-e-o-poder.html' title='De quem é o poder?'/><author><name>Pá de Idéia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11378890218981568426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3285612380324475354.post-3618611679896118115</id><published>2010-01-20T07:19:00.001-08:00</published><updated>2010-01-20T07:43:46.707-08:00</updated><title type='text'>Tomando o poder de volta</title><content type='html'>Não saberia percorrer o caminho teórico entre a Desobediência Civil e a distorção que se revelou o Liberalismo, resultando em resoluções que contrariam o interesse geral em favor de uns poucos. Nem sei se traçar esse caminho é viável, teria que estudar mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também não é surpreendente encontrar Thoreau permeando a fala dos rapazes do Piratebay. Para eles, trata-se de uma questão de desobediência civil continuar com a transferência de metadados, espalhando o serviço por servidores e voluntários de todo o mundo, de forma que um filme possa ser “baixado” de qualquer lugar, mesmo que a polícia invada um servidor no Japão e outro na Suécia. Trata-se de uma desobediência não só em relação ao Estado ou à Justiça, mas em relação ao que dita ao mundo os grandes detentores do poder econômico e midiático global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de tudo o exposto, o que me parece sensato pensar é que os caminhos da humanidade não podem continuar indefinidamente sendo escolhidos por um punhado de grandes corporações que mandam na economia global, mesmo que nosso interesse por um consumo desenfreado tenha outorgado a eles, ainda que indiretamente, o poder de definir como será o mundo dos nossos filhos e netos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma mudança nas relações de poder se dá sem uma tomada de consciência global para o problema que representa uma certa tirania. Se hoje nos submetemos à tirania do consumo porque nos é conveniente, por outro lado há grupos resistentes que mostram, como nos dois vídeos linkados acima, que outro mundo é possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou aqui a defender a luta armada ou um levante sanguinário, longe disso! Penso que experiências passadas, como a Revolução Francesa e os regimes comunistas, já demonstraram suficientemente que novas formas de poder explodindo do nada podem ser tão destrutivas quando o benefício que trazem em seu bojo. Por isso, como Thoreau, não defendo uma sociedade perfeitamente anárquica. Não sou tão ingênua a ponto de achar que somos pessoas suficientemente preparadas pra isso... Nem sei se um dia seremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nos leva à seguinte indagação: que outro caminho é possível, então? E aqui voltamos ao tema básico que levou a esse texto: seria o presente do Haiti o nosso futuro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua no post de baixo...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3285612380324475354-3618611679896118115?l=padeideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padeideia.blogspot.com/feeds/3618611679896118115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2010/01/tomando-o-poder-de-volta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/3618611679896118115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/3618611679896118115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2010/01/tomando-o-poder-de-volta.html' title='Tomando o poder de volta'/><author><name>Pá de Idéia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11378890218981568426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3285612380324475354.post-1513415826259762664</id><published>2010-01-20T06:50:00.000-08:00</published><updated>2010-01-20T07:44:37.740-08:00</updated><title type='text'>O que o Haiti tem a ver com isso?</title><content type='html'>A meu ver, a alternativa para uma nova divisão de poder mundial seria uma em que as organizações civis e os empreendedores sociais sejam mais atuantes do que os governos... Isso de fato começa a ocorrer, visto que os Estados estão mais interessados em defender interesses privados de grandes corporações do que em atender às demandas sociais por serviços e cuidados de uma forma geral. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim é que chegamos à situação do Haiti, cujas cidades tinham como principais prédios não os palácios governamentais, mas os escritórios de organizações internacionais humanitárias. Embora hoje tenham seus prédios em escombros, ainda é a ONU e diversos empreendedores sociais do terceiro setor que comandam os esforços de reconstrução de uma sociedade destruída por essa imensa catástrofe natural, mas antes igualmente esmagada pelo poderio econômico-político, tendo como artilharia os sucessivos embargos econômicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um texto publicado na imprensa americana dá bem a dimensão do papel do Tio Sam no caos haitiano pré-terremoto: http://www.huffingtonpost.com/bill-quigley/what-the-mainstream-media_b_424126.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto diz: “Em 2004 os Estados Unidos apoiaram um golpe contra o presidente eleito democraticamente, Jean Bertrand Aristide. Isso manteve a longa tradição de os Estados Unidos decidirem quem governa o país mais pobre do hemisfério. Nenhum governo dura no Haiti sem aprovação dos Estados Unidos”. E também: “Na última década, os Estados Unidos cortaram ajuda humanitária ao Haiti, bloquearam empréstimos internacionais, forçaram o governo do Haiti a reduzir serviços, arruinaram dezenas de milhares de pequenos agricultores [forçando um êxodo rural em massa] e trocaram apoio ao governo por apoio às ONGs.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o Haiti é o exemplo extremado do grau de submissão estatal ao coquetel molotov formado por quem realmente dita as regras do fluxo de caixa global. Diz ainda o texto, “O governo foi sistematicamente privado de fundos. O setor público encolheu. Os pobres migraram para as cidades. E assim não havia equipes de resgate. Havia poucos serviços públicos de saúde.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É emblemática a morte de Zilda Arns no terremoto, porque organizações humanitárias do mundo inteiro é que realmente exercem o dever estatal de prestar serviços à miserável população haitiana. Viva Rio, Médicos Sem Fronteiras, a ONU e outras tantas organizações, como a própria Pastoral da Criança, é que de fato exercem a obrigação mais vital que um Estado pode ter para com os cidadãos: o de prestar serviços e socorro em um caso extremado como esse. Daí a ambigüidade da minha pergunta inicial: seria o presente do Haiti o nosso futuro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Honestamente não sei responder a essa pergunta. Tenho pensado no que diz Domenico de Masi. Se ele estiver certo e a mecanização da indústria apontar para uma liberação cada vez maior do serviço braçal em favor do trabalho intelectual e do tempo livre com a redução de jornada de trabalho, pelo menos nos países ricos e em desenvolvimento, teremos muito tempo de ócio criativo. Tempo para percebermos o quanto nos submetemos à tirania do consumo, e também para imaginarmos uma saída para essa crise global e humanitária que representa não só a situação do Haiti, mas a de centenas de milhões que sequer consomem o suficiente para se manterem vivos em todo o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse ponto, não resta muita dúvida sobre o que fazer para os que tiverem ao mesmo tempo livre dos encargos da manutenção da própria família e da necessidade de acúmulo de riquezas pessoais. Antes, esses se entregavam às igrejas como missionários da fé, hoje dá para fazer mais que isso e sem o inconveniente do celibato ou da subjugação mental... Mas isso é assunto para outro texto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Por hj é só pessoal!)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3285612380324475354-1513415826259762664?l=padeideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padeideia.blogspot.com/feeds/1513415826259762664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2010/01/o-que-o-haiti-tem-ver-com-isso.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/1513415826259762664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/1513415826259762664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2010/01/o-que-o-haiti-tem-ver-com-isso.html' title='O que o Haiti tem a ver com isso?'/><author><name>Pá de Idéia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11378890218981568426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3285612380324475354.post-2686080789601664019</id><published>2010-01-13T07:32:00.000-08:00</published><updated>2010-01-13T07:33:25.834-08:00</updated><title type='text'>Quem ja encontrou esse passarinho, disse:</title><content type='html'>"Na sociedade industrial foi a razão que triunfou. Hoje,&lt;br /&gt;conquistado o que é racional, podemos voltar a valorizar sem&lt;br /&gt;temor também a esfera emotiva. Emoção, fantasia,&lt;br /&gt;racionalidade e concretude são os ingredientes da criatividade.&lt;br /&gt;A racionalidade nos permite executar bem as nossas tarefas,&lt;br /&gt;mas sem emotividade não se cria nada de novo. Para ser&lt;br /&gt;criativo é essencial o cruza- mento entre racionalismo e&lt;br /&gt;emotividade."&lt;br /&gt;(Domenico de Masi, O Ócio Criativo)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3285612380324475354-2686080789601664019?l=padeideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padeideia.blogspot.com/feeds/2686080789601664019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2010/01/quem-ja-encontrou-esse-passarinho-disse.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/2686080789601664019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/2686080789601664019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2010/01/quem-ja-encontrou-esse-passarinho-disse.html' title='Quem ja encontrou esse passarinho, disse:'/><author><name>Pá de Idéia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11378890218981568426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3285612380324475354.post-6512733561649953526</id><published>2010-01-11T06:57:00.000-08:00</published><updated>2010-01-11T07:00:02.825-08:00</updated><title type='text'>Olha o passarinho!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_zebmAkqP4PA/S0s8p7qFxtI/AAAAAAAAABY/GBez5-jGkjk/s1600-h/corcunda-passarinho-colorir.gif"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 226px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_zebmAkqP4PA/S0s8p7qFxtI/AAAAAAAAABY/GBez5-jGkjk/s320/corcunda-passarinho-colorir.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425496867184428754" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Gosto de pensar, às vezes, que as idéias são como passarinhos preciosos voando por aí. Hipnotizam-nos tanto que não resistimos a seu encanto e os mais espertos, rápidos ou desavisados de nós consegue pega-los num golpe de sorte. E depois, como preciosidades q são, nós os soltamos de novo para permitir q alguém os pegue novamente e possa se encantar com a mesma beleza, tirando outras conclusões para deleite dos seus pares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dias, tento pegar um desses lindos passarinhos, mas ainda não consigo focalizar bem. Daí, resolvi escrever pra ver se a visão fica menos turva. Quem quiser contribuir, os comments estão aí pra isso... É por isso que chamamos esse espaço de pá de idéia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, vejamos como eu consigo desenhar pra quem quiser pintar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem a ver com mídia-educação, educação emocional e pedagogia. Não sou psicóloga, nem pedagoga, sou jornalista... Mas creio não ser absurdo dar pitaco em outras áreas quando sinto falta da atuação delas em certos aspectos da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendemos na escola básica coisas como escrever, ler, matemáticas, biologia, química, física, mas ninguém ensina na escola coisas com potencial pra se tornarem grandes problemas: como cuidar de um coração partido, como manter um relacionamento, como educar os filhos, que postura adotar diante de um amigo desesperado. Enfim, são coisas da vida, vc poderia argumentar, cada uma aprende por si. Mas, p q esse mesmo discurso não é usado para todas as outras áreas do saber?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que é difícil ensinar como se cuida, por exemplo, de um coração partido, qdo não se tem um consenso sobre isso, mas a mídia acaba fazendo esse trabalho de forma atravessada através da novela do dia. Ou seja, como sociedade deixamos na mão de um punhado de escritores dar respostas que poderiam ser trabalhadas por psicólogos nas escolas ou que poderiam ser objeto de projetos de mídia-educação, com os jovens sendo estimulados a externar seus dilemas e buscar soluções em debates abertos, quem sabe através da internet. Eles talvez descobrissem que não precisam enfrentar sozinhos dilemas q todos enfrentam de uma forma ou de outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto.. desenhei! Mas, com que cores pintar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3285612380324475354-6512733561649953526?l=padeideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padeideia.blogspot.com/feeds/6512733561649953526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2010/01/olha-o-passarinho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/6512733561649953526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/6512733561649953526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2010/01/olha-o-passarinho.html' title='Olha o passarinho!'/><author><name>Pá de Idéia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11378890218981568426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_zebmAkqP4PA/S0s8p7qFxtI/AAAAAAAAABY/GBez5-jGkjk/s72-c/corcunda-passarinho-colorir.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3285612380324475354.post-2583591760217931559</id><published>2010-01-06T19:08:00.000-08:00</published><updated>2010-01-06T19:13:28.909-08:00</updated><title type='text'>Psiu... tá com pressa porquê?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_zebmAkqP4PA/S0VQevhYZPI/AAAAAAAAABQ/mD4WErRiEJs/s1600-h/pressa.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 218px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_zebmAkqP4PA/S0VQevhYZPI/AAAAAAAAABQ/mD4WErRiEJs/s320/pressa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423829815320405234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava lá sentada naquela sala de espera há alguns minutos e entra um casal simpático. Eles deviam ter mais de 55 anos. Ela sentou recostada nele e ele a recebeu no ombro como se aquele fosse o único lugar no mundo onde ela poderia estar. No meio da manhã, os dois ali... Ele não deveria estar correndo estressado no trabalho? Ela também não deveria, por sua vez, estar outro tanto no lugar onde trabalhava? Não, eles estavam ali juntos pra revisão do carro, naquela sala vip da concessionária... no meio da manhã, despreocupados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na TV de plasma, o apresentador do canal a cabo não tinha pressa alguma em falar das pequenas tragédias, nem a professora da USP em analisar, como especialista entrevistada. Tão diferente da TV aberta! Ela tava lá, falando pausadamente como se tempo não fosse dinheiro na televisão. Acho é que pra ela não era mesmo, o tempo para ela representava outra coisa. Afinal, foram anos e anos debruçada sobre os livros para acumular aquele conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao casal, anos e anos para saborear as delicias de uma manhã juntos, sem pressa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, ninguém ali tinha pressa. Se tivessem pressa, eles não pareceriam tão tranqüilos, na paz de quem compartilha um instante com alguém q ama. Se tivesse tanta pressa assim, a professora não teria acumulado aquele conhecimento de que falava com tanto encanto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém ali parecia se preocupar com isso: TEMPO. E porque estariam? Pressa para receber o carro, afinal era só uma troca de óleo? Pressa para ir ao centro comprar não sei o que, pra depois e ao trabalho fazer o de sempre, e depois pressa pra chegar em casa e não ter nada pra fazer? Pressa, pressa, pressa... Pressa pra quê?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3285612380324475354-2583591760217931559?l=padeideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padeideia.blogspot.com/feeds/2583591760217931559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2010/01/psiu-ta-com-pressa-porque.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/2583591760217931559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/2583591760217931559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2010/01/psiu-ta-com-pressa-porque.html' title='Psiu... tá com pressa porquê?'/><author><name>Pá de Idéia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11378890218981568426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_zebmAkqP4PA/S0VQevhYZPI/AAAAAAAAABQ/mD4WErRiEJs/s72-c/pressa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3285612380324475354.post-8383328755570003371</id><published>2009-10-21T19:25:00.000-07:00</published><updated>2009-10-21T19:32:01.048-07:00</updated><title type='text'>Sobre um amor para um novo dia</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sabine diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; Vou te falar uma coisa&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Griffin diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; diz&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sabine diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; mas isso é pra q vc guarde e diga pra mim nos dias de tempestade&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Griffin diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; sim senhora&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sabine diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; se eu vier outras vezes com aquela historia de autodestruição&lt;br /&gt; e ousar falar em amor nessas horas&lt;br /&gt; vc por favor me corrija&lt;br /&gt; pq isso nem de perto é o que o Amor pode ser&lt;br /&gt; Amor não é pra despertar miseria e destruição&lt;br /&gt; é pra reeguer e falar de dias melhores&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Griffin diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; opa, lição boa, Sabine!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sabine diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; Pq se vc quiser realmente honrar alguem com isso que chamamos de amor&lt;br /&gt; que façamos isso honrando a vida&lt;br /&gt; sendo maiores, mais fortes que nos dia anterior&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Griffin diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; isso, sem massacrar ninguem com esse amor, pq amor não é pra causar dor, so prazer&lt;br /&gt; so alegria&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sabine diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; só felicidade&lt;br /&gt; calmo, benigno, paciente, sabio&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Griffin diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; fechou!!!!!!!&lt;br /&gt; hj msm pensei sobre isso&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sabine diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; altruista, autosuficente&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Griffin diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; mas não tinha chegado a essa sua elaboração tão mais completa!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sabine diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; Eu so penso nessas coisas com clareza qdo estou feliz&lt;br /&gt; ou mais leve&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Griffin diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; eu tb!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sabine diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; nos outros dias sempre fica uma neblina&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Griffin diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; eu sei como é&lt;br /&gt; mas por aki a espiritualidade andou me dando uma colher de chá e parece q pra vc tb!&lt;br /&gt; bendito seja Deus q se apieda de nos, pobres desgraçados..rs&lt;br /&gt;ja cheguei a conclusao Sabine q sou um pobre doente, lutando pela sanidade, pela saúde.. mas um dia a gente consegue&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sabine diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; sim, um dia a gente ultrapassa isso&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Griffin diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; e vai ser muito bom saber q estivemos juntos, nos apioando nesse tempo inglório!...rs&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sabine diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; É isso aí!!!&lt;br /&gt; É uma força absurda essa que me atira ao chao --- tao absurda que me faz esquecer de algo tao obvio assim&lt;br /&gt; ou talvez sejam minhas pernas fracas&lt;br /&gt; mas se algum dia encontrasse alguem que me dissesse&lt;br /&gt; Ai, Sabine, eu "amava" tanto vc, mas como era impossivel estar por perto eu me atirei na ponte e agora sou essa coisa vagante e triste&lt;br /&gt; Eu ia pensar&lt;br /&gt; Eca, coitada dessa pessoa&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Griffin diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; kkkkkkkkkkk&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sabine diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; Acho que a palavra que me viria a mente seria pena&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Griffin diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; sem dúvida!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sabine diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; Eu ia preferir ouvir algo como&lt;br /&gt; Ai, Sabine, houve dias em que eu nao sabia amar vc&lt;br /&gt; Entao eu acordei  e resolvi lutar e seguir em frente&lt;br /&gt; olhar a vida de peito aberto, com esperança, alegria e coragem&lt;br /&gt; e a cada passo algo crescia em mim&lt;br /&gt; vc ainda estava la, mas a casa nao estava em chamas&lt;br /&gt; E fui connstruindo um coração mais forte, algo realmente bonito&lt;br /&gt; das cinzas um jardim&lt;br /&gt; e foi entao que eu entendi o longo caminho que tive que percorrer&lt;br /&gt; ate estar aqui e dizer&lt;br /&gt; Agora sim eu te amo"&lt;br /&gt; entende meu ponto de vista, Griffin?&lt;br /&gt; piegas como sempre&lt;br /&gt; e mesmo que eu nunca chegue diante de ninguem com palavras assim&lt;br /&gt; o caminho valeu a pena&lt;br /&gt; por si só&lt;br /&gt; pois como ja disse antes&lt;br /&gt; Id opus est&lt;br /&gt; o amor basta a si mesmo&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Griffin diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; entendo demais, Sabine... &lt;br /&gt; esses dias tenho pensado em como é imbecil essa postura de achar que alguém vai fazer vc ficar feliz consigo msm&lt;br /&gt; a tarefa é individual&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sabine diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; É aí!! Se tivesse uma taça aqui eu brindariam- tenho um copo de Nescau -- um brinde a isso!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Griffin diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; sua vida ser algo q vale a pena aos seus olhos não depende de ninguem além de vc msm&lt;br /&gt; kkkkkkkkkk&lt;br /&gt; eu tb!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sabine diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; tim tim&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Griffin diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; ter alguém é ótimo, te dá conforto, alegria, te liberta da carencia, mas não te dá tudo pronto&lt;br /&gt; percebe? &lt;br /&gt; felicidade não é só ter alguem, é bem mais!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sabine diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; percebo sim&lt;br /&gt; Bem, é isso&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Griffin diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; é sim!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sabine diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;a new day  Um novo dia &lt;br /&gt;the sun is shining O sol está brilhando &lt;br /&gt;seems I'm closer to finding Parece que esotu perto de encontrar &lt;br /&gt;that life is more than where we are Essa vida é mais do que onde estamos &lt;br /&gt;no way that I am TURNING De forma alguma estou mudando &lt;br /&gt;as long as the sun is burning Enquanto o sol estiver queimando &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;era a muisca que estava ouvindo enquanto falava contigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=qyKKcaJmyA8&amp;feature=PlayList&amp;p=57E57CD5FBF25E13&amp;index=0&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3285612380324475354-8383328755570003371?l=padeideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padeideia.blogspot.com/feeds/8383328755570003371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2009/10/sobre-um-amor-para-um-novo-dia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/8383328755570003371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/8383328755570003371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2009/10/sobre-um-amor-para-um-novo-dia.html' title='Sobre um amor para um novo dia'/><author><name>Pá de Idéia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11378890218981568426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3285612380324475354.post-1478702644996011661</id><published>2009-03-05T08:51:00.000-08:00</published><updated>2009-03-06T09:04:06.593-08:00</updated><title type='text'>Salve-se, quem quiser!</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/2DEOB-uLwjg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/2DEOB-uLwjg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a mente é mesmo como a superfície de um lago, deve ser verdade que, uma vez agitada, a gente não consiga enxergar o mundo com clareza. É preciso acalmá-la. Mas, como fazer isso em um tempo onde a vida virtual compete com a real, onde perdemos tão facilmente o foco, deixando de lado a oportunidade de repensar nossas vidas, de nos reinventar, mudar os rumos e não querer mais do mesmo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orkut, msn e skype nos põem em contato com o mundo, mas às vezes desviam a atenção dos nossos objetivos ou mesmo de pequenos prazeres, como o de passar uma noite com os amigos ou uma tarde de bobeira conversando com quem escolheu viver o tempo todo na “vida real”. A TV, nosso narcótico em declínio, ainda nos hipnotiza a ponto de acharmos que a vida de um grupo de confinados em uma casa cheia de câmeras, onde praticamente nada acontece fora do roteiro, é mais interessante q a nossa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso tudo, a gente, às vezes, escolhe não ver. Assim como escolhemos não ver a nós mesmos em meio à agitação externa. Por isso, parecem enfadonhas e sem sentido perguntas filosóficas como “qual é o meu papel nessa vida?”, “como contribuir pra um mundo melhor?”, “acordar e levantar todos os dias é uma ação que se justifica só pq sou bicho?”, “o que faço pra minha vida deixar de ser essa rotina come-dorme-estuda-trabalha?”, “sou mesmo mais q um animal?”, “a felicidade é alcançável ou vou sempre achar que ela está num futuro incerto?”, “posso me sentir feliz, apesar do caos?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo em tempos pré-internet, vivi uma vida inteira não querendo ser eu, sempre querendo ser como alguém que me servia de parâmetro, geralmente heróis vindos de livros, dos filmes ou q eu encontrava na escola. Mas o tempo passou e me dei conta de que não há heróis lá fora, cada um vive como pode, e a maioria está tão insatisfeita consigo mesma quanto eu. O problema é q eu e a maioria dificilmente admitimos que não há um ingrediente secreto ou transformação repentina q vá nos fazer, do dia pra noite, ser como nossos idealizados heróis. Se quisermos uma mudança aqui, temos q trabalhar em cada milímetro dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, a vida dos outros é tão interessante ou desinteressante quanto a minha ou a sua, o que faz a diferença é o quanto a pessoa se ocupa de si mesma e faz dessa vida um lugar onde as coisas acontecem. Mas é mais fácil fugir desse desafio e viver uma vida de voyer, enquanto a gente envelhece e nada muda pq nós não quisemos mudar. Assim, não nos arriscamos, mas tb não ganhamos nada. Não queremos sofrer e tampouco nos permitimos estar felizes, vivendo as emoções e surpresas de cada dia bem vivido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É essa matemática do medo e da fuga que faz a vida de alguns de nós ser sempre a mesma coisa, terminar como começou. É essa mesma mágica que explica porque uns saem de condições adversas pra outras onde tudo é diferente. O desafio é ser pró-ativo, é fazer acontecer, não importa o tamanho do dispêndio de energia, não importa se vc mora na rua (como aquele nordestino que passou em uma universidade conceituada após seis anos tentando o vestibular) ou em uma mansão, trabalha no lixão ou na Avenida Paulista, anda a pé ou de carrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse ponto é que, talvez um dia, se vc se permitir, a agitação dê uma trégua e vc acorde com saudades, como a que você sente de um grande amigo que veio te visitar, e vc sabe q - logo, logo - ele estará partindo. Por causa disso, vc sofre de saudades antecipadas, mas não tem como se fundir com ele e ir junto, precisa apenas acalmar a dor da separação e aproveitar que ele está na sua frente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que, se enxergar as coisas por esse ângulo, o da ação, talvez descubra que o tal amigo é você mesmo. E sentirá que não importa de quanto tempo disponha, mesmo que desligue TV e Internet, jamais terá tempo suficiente pra esgotar essa vontade de mergulhar em si msm, de matar essa saudade. Talvez nesse ponto vc descubra que o herói que sempre quis ser estava o tempo todo esperando que vc o visse, aí mesmo, onde vc nunca o procurou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Post: Nil)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3285612380324475354-1478702644996011661?l=padeideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padeideia.blogspot.com/feeds/1478702644996011661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2009/03/salve-se-quem-quiser.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/1478702644996011661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/1478702644996011661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2009/03/salve-se-quem-quiser.html' title='Salve-se, quem quiser!'/><author><name>Pá de Idéia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11378890218981568426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3285612380324475354.post-5331993521717392202</id><published>2009-03-03T07:02:00.000-08:00</published><updated>2009-03-03T07:04:14.409-08:00</updated><title type='text'>É FÁCIL SER PESSIMISTA!</title><content type='html'>Longe de mim querer fazer aqui uma demonstração de auto-ajuda e/ou coisas do tipo... Estava um dia desses conversando com uma tia e me veio à mente a seguinte afirmação: “é fácil ser pessimista, difícil é ser otimista...” Depois me veio a idéia de escrever um texto com a intenção de demonstrar as razões psicológicas para veracidade dessa afirmação.&lt;br /&gt; Pois bem, aqui vou eu começar minha tarefa... Primeiro queria fazer um exercício de visualização com você, caro leitor... Lembre-se agora de alguém que você considera pessimista... Lembrou? Quais as frases que essa pessoa costuma dizer? Quando espera por algo muito importante, como ela reage? E quando essa pessoa ou alguém não consegue êxito em algo, o que fala nosso (a) pessimista? &lt;br /&gt; Por que é fácil, então, ser pessimista? O pessimista previne-se de uma futura frustração (e de uma futura alegria, acredito)... Quando ele finge ou acredita que não vai conseguir algo, ele não tem que dar satisfação a ninguém, ele não esperava nada mesmo... Demonstrando não acreditar que algo muito bom vai acontecer, ele fica na defensiva e ainda tem o troféu de após o “não acontecimento” do fato “não desejado”, ele ainda dá uma de profeta: “Eu não disse que não iria dar certo! Bem que eu avisei! E outras baboseiras de igual “desimportância”.&lt;br /&gt; Uma vez identificado um pessimista, como previnir-se de sua influência nociva?&lt;br /&gt; Eis aí a questão... Dependendo das doses de otimismo que você tem, você pode ou não ser infectado por esse mal. Mas antes de começar a exibir a minha lista de profilaxia para essa doença, pergunto: “Você quer realmente se previnir de uma ação pessimista? Você é corajoso (a)? Você é do tipo que se preocupa com o que os outros vão pensar de suas “derrotas”? Como anda sua auto-estima? Por que eu pergunto isso? Ah! Quero examinar as probabilidades de resistência e até de imunização para o tal pessimismo”.&lt;br /&gt; Vamos lá, primeiro... se você quer previnir-se da influência de um pessimista, ligue a tecla “mute” do seu controle remoto mental e não escute o que ele fala, nem tente fazer leitura labial. Agora se você não tem coragem para acreditar em você e nem pra enfrentar os insignificantes fracassos... Isso é muito sério... Não sei nem o que dizer agora, acho que nem vou dizer nada mesmo... Só quero que você reflita: “Você realmente quer conquistar algo que você considera importante? Se quer mesmo, então corra todos os riscos”. Já disse, né! Difícil mesmo é ser otimista... “Dar a cara a tapa”, ser chamado de louco, de bobo... Mas esse é outro capítulo que vamos conversar depois... Queria lembrar de uma frase criada nos meus tempos áureos de pessimismo: “Ah! A esperança, essa força maldita que adia o sofrimento!”. Forte não é? Hoje não penso de forma tão radical assim, talvez a esperança faça algo mais do que adiar o sofrimento... Agora cabe a você leitor imaginar e acreditar o que a esperança pode proporcionar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Postado por: Elaini&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3285612380324475354-5331993521717392202?l=padeideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padeideia.blogspot.com/feeds/5331993521717392202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2009/03/e-facil-ser-pessimista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/5331993521717392202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/5331993521717392202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2009/03/e-facil-ser-pessimista.html' title='É FÁCIL SER PESSIMISTA!'/><author><name>Pá de Idéia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11378890218981568426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3285612380324475354.post-3411009878445798860</id><published>2009-02-15T06:12:00.000-08:00</published><updated>2009-02-15T06:15:05.980-08:00</updated><title type='text'>Ainda Voltaire....</title><content type='html'>Finalmente, um texto de Lau, com sua doce dureza, explorando as almas dos seus amigos sem alarde, descobrindo seus maiores medos e vícios, mostrando-os sem causar mágoa nenhuma. Um convite à compreensão maior de si mesmo e dos outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos acompanhe nessa viagem ao mundo do iluminista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3285612380324475354-3411009878445798860?l=padeideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padeideia.blogspot.com/feeds/3411009878445798860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2009/02/ainda-voltaire.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/3411009878445798860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/3411009878445798860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2009/02/ainda-voltaire.html' title='Ainda Voltaire....'/><author><name>Pá de Idéia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11378890218981568426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3285612380324475354.post-8712347880446706338</id><published>2009-02-15T06:09:00.000-08:00</published><updated>2009-02-15T06:12:06.955-08:00</updated><title type='text'>Voltaire e o Filósofo Ignorante.</title><content type='html'>“...e é preciso que eu esmole o meu pão antes que possa ganhá-lo; nada disso poderia ser de outro modo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em que momento do Universo Deus decidiu nossas vidas, sem sequer nos consultar? Foi assim então? Como em uma tacada de mestre lançou-se à existência tudo que está posto, e nossas vidas são um reflexos sublime dos perfeitos planos de Deus. Um mundo tão perfeito quanto ele pode ser, com um mal certo para cada um de nós, na medida das nossas necessidades, em razão de um bem que se construirá pela Providência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreender o mundo e o arranjo do Universo é o maior desafio científico-filosófico da humanidade. Sempre existiram mentes dispostas a abandonar seus corpos e adentrarem numa vida de sacrifícios rumo ao desconhecido “tempo e espaço”. Tão belos sentimentos humanos, no entanto, são exigentes. A filosofia requer tempo, e o tempo é cada vez mais curto desde que a Revolução Industrial chegou ao mundo e o caminho mais curto tornou-se “o produto que vende mais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entender “a mente” por trás do Todo e apaziguar o fogo da curiosidade com as respostas certas que permitem o sono tranqüilo, a família perfeita, a casa em ordem e o domingo na poltrona da sala. É esse o jeito mais fácil de vender a vida, é essa a idéia por trás do véu sutil, a conclusão que levou muitos de nós a acreditar que “paz de espírito” se encontra ao desligar o celular e ter uma semana de férias no litoral; ou mesmo em ir mais um domingo a missa e esperar, com o terço na mão, pelo emprego do marido, que não para de beber pelo alcoolismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande tentação que bate a porta de todos os homens em algum momento de suas vidas é trazida pelo pensamento de que ele encontrou todas as respostas e transformou-se em um sábio e amoroso homem por ter aprendido a suportar e compreender que as diferenças entre sua vida e a do mendigo na rua estão nas equações desconhecidas que sustentam as super-cordas que entrelaçam o Universo. Ciência suficiente para ocupar todo o tempo que o homem comum dedica e estar consigo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tipo de criaturas somos nós, que precisamos tanto duvidar e não suportamos viver duvidando? Voltaire toca a alma do homem comum e devolve o “sábio filósofo” a seu verdadeiro lugar, a ignorância. O Cândido é um chamado ao trabalho pelo bem, que não pode ser encontrado naturalmente, apenas com o tempo a passar por sobre o mundo, e o homem a esperar um fruto amadurecer, vindo o seu azedo a transformar-se em doce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual de nós ainda não foi um “sábio filósofo”? Quem não quis comprar as respostas em um único livro ou em uma religião? Quem não desejou ter o coração tranqüilo e conformado na tragédia sua ou do próximo? A certeza de que o bem precisa ser cultivado e cuidado é o grande desafio oferecido pela leitura da obra e pela realidade do mundo. É preciso fugir das certezas e deixar a sabedoria de Pangloss, adentrar no mundo desconhecido e provar a fé vivendo o resto dos dias na dúvida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3285612380324475354-8712347880446706338?l=padeideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padeideia.blogspot.com/feeds/8712347880446706338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2009/02/voltaire-e-o-filosofo-ignorante.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/8712347880446706338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/8712347880446706338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2009/02/voltaire-e-o-filosofo-ignorante.html' title='Voltaire e o Filósofo Ignorante.'/><author><name>Pá de Idéia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11378890218981568426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3285612380324475354.post-6900822233933145408</id><published>2009-02-07T13:54:00.000-08:00</published><updated>2009-02-07T13:56:35.805-08:00</updated><title type='text'>UMA TEMPESTADE HÁ 2MIL ANOS</title><content type='html'>Volte dois mil anos atrás e imagine:&lt;br /&gt; Você mora desde a infância em sua pequena aldeia de pescadores e a cada sol precisa cuidar do que viver e do que vestir com suor do rosto nas redes de pesca sobre o Mar da Galileia. Os dias são de fato bem previsíveis e a aldeia não é das mais prosperas, pois há miséria e doença há poucos metros de sua modesta casa. A pesca não lhe trouxe muito lucro, mas ainda consegue prover um mínimo para que sua família desconheça dessa miséria. Mas hoje você não vai ao mar, porque conhece o céu e os ventos o suficiente para prever a grande tempestade que se aproxima. Então você decidiu ficar em casa e consertar umas das redes mais velhas, um trabalho que consumiu toda a manhã e agora avançava para a tarde... foi quando as primeiras gotas da chuva começaram a marcar a areia e uma blasfêmia se formou em sua boca, ao cortar o dedo no manejo com a rede. De súbito, você ouve o rebuliço de uma multidão que se aproxima em risos e canto – a coisa mais estranha para uma aldeia que há muito não tinha o que celebrar. Contudo a sua indignação e mesmo o modo como enfaticamente iria praguejar do seu pequeno corte, cederam rapidamente diante de uma inusitada sensação de paz e jubilo.. Em sua surpresa, mesmo o corte que ainda há pouco lhe sangrava o dedo parece ter cicatrizado. A multidão se aproxima e você reconhece o nome do rabi de que todos têm comentado: o homem que dá vida aos mortos e caminha sobre as águas na tempestade. Você reconhece outros pescadores que agora o seguem, mesmo coma família e pobreza, lá estão eles leves e prazenteiros caminhando ao lado do rabi. Uma série perguntas lhe faz abandonar a lida: “E por que não você? E por que não descobrir como se reanima os mortos e se acalma o mar? E por que não reter aquela paz pelo resto dos dias? Por que não cicatrizar os cortes mais profundos em seu coração?” Sim, você poderia. E você espera pacientemente com a multidão feita de sábios, pescadores, mendigos, nobres e prostitutas (que vc reconhecia também!), todos sobre a mesma chuva, do lado de fora da pequena cabana .. a cabana recentemente erguida com muito esforço por uma senhora, que trabalhava para calar a miséria que tantas vezes lhe doía os olhos.. a cabana em que o rabi curava e ensinava.. Você espera a chance de dizer ao Mestre o excelente discípulo que você poderia ser, porque ao contrario de muitos outros pescadores ignorantes e braçais, você consegue ler  as escrituras de Ezequiel e escreve razoavelmente; seu pai sempre se orgulhava do tom que sua voz adquiria nessas leituras e até mesmo de sua pequena sabedoria ao se atrever a interpretá-las.. E quantas noites ao redor da fogueira já não testemunharam a filosofia intrincada de seus discursos aos amigos que não ousavam rebater seu raciocínio precioso e que gostavam de reunião feita de um bom peixe ? – você sabe o quanto é bom ser idolatrado! Ah!! Você era o homem certo para ser o predileto do rabi! Então chegou finalmente o momento em que você ensopado, mas com discurso decorado, se apresentaria ao Galileu. Foi bem desconcertante. Você não estava preparado para a força que havia nos olhos do rabi, o tipo de força que lhe envergonhou de suas miudices, diante da qual seria um absurdo a tentativa de qualquer mentira ou a violência. Já tinha visto reis e imperadores, mas jamais sonhara que tamanha realeza fosse sustentada por um simples olhar do homem que calçava sandálias mais humildes que as suas. E ainda assim você falou:&lt;br /&gt;     - Mestre,  ouvi suas pregações e vi suas curas, não desconheço que o é eleito pelas escrituras e venho aqui humildemente oferecer meus serviços ao apostolado.&lt;br /&gt;O nazareno o encarou com seu olhar límpido e falou com tranqüilidade:&lt;br /&gt;-  Pois bem, temos dois leprosos agonizando aos cuidados da senhora desta cabana, poderia ajuda-la na troca de curativos e prove-los de comida e atenção?&lt;br /&gt;Leprosos!! – foi o que pensou – nesta cabana? E tão próximos de minha casa? Como essa mulher conseguiu conceber tamanha loucura? Deve estar possuída...&lt;br /&gt;Antes de completar os pensamentos, o rabi lhe interpelou o raciocínio:&lt;br /&gt;- E o que me diz de cuidar do ensino e do sustento dessas duas órfãs cegas que a mesma senhora acolheu com tanto sacrifício? &lt;br /&gt;As duas meninas? Ah!! Você sabe que são filhas das prostitutas da aldeia vizinha, duas inuteis na vida, já nasceram cegas como castigo para libertinagem das mães e assim tem o que merecem– e você pensa nisso mesmo que algo lhe machuque o coração, pois poderia até jurar que uma das meninas tem olhos como os seus..&lt;br /&gt;O Mestre com a mesma calma lhe interfere novamente os pensamentos com um terceiro convite:&lt;br /&gt;- E o que acha de ceder algumas horas de teu dia para o conserto do teto desta cabana que serve de lar para teus irmãos em miséria?&lt;br /&gt;Ajeitar o telhado daquela cabana?Com certeza o mestre é um brincalhão, pois ele bem sabe que meu tempo é curto, que meus esforços seriam melhor empregados no estudo filosófico para e divulgação de sua palavra ou mesmo traduzindo-a para a forma escrita a fim de pudesse ser o embaixador da boa nova junto aos reis e ao grandes mestres.&lt;br /&gt;O mestre sorriu tristemente como quem lhe adivinhava o íntimo e disse:&lt;br /&gt;-  Uma vez fiz o seguinte convite para um mancebo rico e inteligente – Se queres apefeiçoar-te, vai vende tudo o que tens, tudo entregando aos pobres, e terás um tesouro nos céus... Feito isso vem e segue-me... mas ele se afastou muito triste. O que faz aquele mancebo tão diferente de ti?....&lt;br /&gt;Agora pause a historia, volte ao século XXI. Você já não é mais o pescador, você é hoje o medico cheio de titulos, jornalista premiado, juiz renomado ou advogado famoso, tua aldeia não é mais feita de pedra e barro, mas de asfalto e concreto; você não tem mais que se preocupar com o remendo das redes, com a tempestade ou o sucesso da pesca, você tem impostos para pagar, um carro para comprar, um concurso a mais para conquistar, uma residência medica para disputar; você já não luta com os segredos da escritura, você desvenda os mistérios do universo com a ciência moderna, você se extasia com a filosofia antiga ou moderna... mas ao lado da cama repousa o Evangelho de tua infância e nele as palavras – Feito isso, vem e segue-me... E agora? Você consegue divisar a atual cabana da senhora em que Cristo trabalhava? O que você pensará se o rabino lhe repetir os mesmos convites de trabalho na cabana sobre a tempestade? Prove que tua filosofia te explicou sobre o que realmente importa ao Mestre?&lt;br /&gt;Sempre penso nessa historia (inspirada nos textos do Irmão X)em todas as manhã diante do espelho e me pergunto se aquele dia que se inicia será finalmente diferente do que foi há 2mil anos sobre tempestade....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3285612380324475354-6900822233933145408?l=padeideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padeideia.blogspot.com/feeds/6900822233933145408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2009/02/uma-tempestade-ha-2mil-anos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/6900822233933145408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/6900822233933145408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2009/02/uma-tempestade-ha-2mil-anos.html' title='UMA TEMPESTADE HÁ 2MIL ANOS'/><author><name>Pá de Idéia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11378890218981568426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3285612380324475354.post-8690868444394885392</id><published>2009-02-05T17:19:00.000-08:00</published><updated>2009-02-05T18:01:11.322-08:00</updated><title type='text'>Penso. Logo, desisto...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_zebmAkqP4PA/SYuST4X5DgI/AAAAAAAAABI/GaR0e5prZ6o/s1600-h/alimenta_cerebro3.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 227px; height: 273px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_zebmAkqP4PA/SYuST4X5DgI/AAAAAAAAABI/GaR0e5prZ6o/s320/alimenta_cerebro3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299490256779283970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse negócio de pensar demais, em algumas ocasiões pode atrapalhar. Quer um exemplo? Qualquer pessoa q digite sem olhar para as teclas do computador sabe que, se ficar olhando demais, vai digitar mais devagar do que normalmente digitaria sem olhar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem uma explicação científica pra isso. Eles dizem que ocorre um certo conflito de atribuições no cérebro. O córtex frontal, que é a parte que distribui e supervisiona as ordens, “briga” com os núcleos de base, responsáveis pelo “piloto automático”. Isso quer dizer que o cérebro, de alguma forma, memorizou onde se encontram as teclas e é capaz de localizá-las sem esforço, por automatismo. Por isso, se vc se força a pensar em onde está cada uma delas, só perde tempo, já que é o tipo de instrução dispensável para o piloto automático. É assim com os aprendizados seqüenciais, aqueles q muitas vezes memorizamos “sem saber”, e nem sequer pensamos que já aprendemos, simplesmente sabemos. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Me pergunto se isso tb não serve para outros aspectos da vida, como os conflitos existenciais típicos de quem dispõe do chamado ócio produtivo, como ilustra o diálogo abaixo:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;nildene diz:&lt;br /&gt;às vezes, vc lembra? a gente ficava discutindo a implicação do sexo dos anjos na reprodução das mariposas...&lt;br /&gt;nildene diz:&lt;br /&gt;e de acordo com as nossas conclusões nosso comportamento tinha q ser assim ou assado...se fosse de outra maneira era quase uma heresia&lt;br /&gt;nildene diz:&lt;br /&gt;uau! q peso!&lt;br /&gt;Adriano diz:&lt;br /&gt;vc tem razão sabe...&lt;br /&gt;Adriano diz:&lt;br /&gt;acho q estavamos tao entusiasmados com o nosso mundo, o q criamos&lt;br /&gt;Adriano diz:&lt;br /&gt;q deixamos de lado algumas coisas mais "terrenas"&lt;br /&gt;Adriano diz:&lt;br /&gt;q tb sao importantes&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quando li o Cândido, do Voltaire, por indicação do Lau, essa coisa de dispensar os “comandos” e deixar um pouco de lado o “sexo dos anjos” veio mais fortemente na minha cabeça... Pensar em cada aspecto da vida é realmente fundamental?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história do Cândido é basicamente a de um rapaz crédulo que, inspirado no seu mestre Pangloss, acreditava que o mundo é “o melhor dos mundos possíveis”, uma crítica direta de Voltaire a Leibniz (que semelhança com a gente, heim, Adriano!). Depois de sofrer inúmeras desgraças, ser expulso do castelo onde morava, saber q sua amada foi estuprada e vendida como prostituta, ficar rico e depois na miséria, encontrar a querida Cunegundes balofa e acabada pelas agruras q passou e ainda assim casar com ela, Cândido passa a duvidar dessa visão otimista do mundo. Porém sua incredulidade não chega ao ponto de achar, como um amigo seu maniqueísta, que a vida é só um amontoado de desgraças q se sucedem. E assim, segue com esse grupo de esfomeados a debater o sentido da vida até encontrar um velho agricultor a quem pede opinião sobre o conflito. O agricultor responde apenas que não tem nada a ver com isso e que se preocupa apenas em cultivar sua terra, pois o trabalho, segundo ele, “afasta de nós três grandes males: o tédio, o vício e a necessidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, os amigos de Cândido deixam o velho pra trás e continuam debatendo... até que Cândido, num acesso de bom senso, diz: “tudo isso está muito bem, mas devemos cultivar nosso jardim.” ... Depois de muito especular, Cândido parece ter chegado à mesma conclusão do agricultor, sobre o tédio, o vício e a necessidade, só q por outro caminho. Se mais longo ou mais curto, quem sabe? Isso importa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero crer q todos os caminhos são válidos e que cada um tem em si bom senso e livre-arbítrio suficientes pra perceber quando é hora de pensar e quando é hora de mandar toda a mentalização praquele lugar e simplesmente agir. Não estou aqui pra dar lições sobre isso. Só posso dizer que, quanto a mim, apesar de achar que tem horas q preciso msm parar pra pensar, resolvi q também não custa nada me entregar, de vez em quando, à hipnose de um bom projeto de trabalho ou ao ócio improdutivo de dar boas gargalhadas vendo Mr. Bean. Tudo isso, enquanto deixo pro piloto automático a tarefa cansativa de resolver certos conflitos recorrentes, como deve ter feito o velho agricultor, ao surpreender Cândido com uma resposta sobre a qual ele ainda não tinha pensado. Esse é meu desafio agora. Não espero respostas caídas do céu, mas por quê não desviar o foco, deixando que novos olhares surpreendam velhos problemas?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3285612380324475354-8690868444394885392?l=padeideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padeideia.blogspot.com/feeds/8690868444394885392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2009/02/penso-logo-desisto.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/8690868444394885392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/8690868444394885392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2009/02/penso-logo-desisto.html' title='Penso. Logo, desisto...'/><author><name>Pá de Idéia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11378890218981568426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_zebmAkqP4PA/SYuST4X5DgI/AAAAAAAAABI/GaR0e5prZ6o/s72-c/alimenta_cerebro3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3285612380324475354.post-3477677567822595140</id><published>2009-01-31T15:47:00.000-08:00</published><updated>2009-01-31T15:59:39.537-08:00</updated><title type='text'>O Cândido</title><content type='html'>Numa nova leitura, enfrentamos os percalços e perigos de ler o iluminista Voltaire, famoso pela personalidade contagiante e conflituosa, cuja sinceridade e crítica mordaz provocou a ira de governos e da Igreja, ao ponto de, em determinados momentos, nenhum país da Europa ser bastante seguro para preservar-lhe a vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ler Cândido, nos encontramos tomados de espanto, verificando abismados não conhecer nada acerca de nossas próprias crenças e certezas, abraçando-as maquinalmente, sem questionarmos o porquê de fazê-lo. Nos acompanhe na produção dos novos textos, fruto desta reflexão e constatação de sermos possuidores da mais genuína ignorância, como sói apetecer aos que buscam a filosofia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De início, um texto de JÔ, escrito ainda sob o impacto das últimas frases da obra. Lembre-se: seu comentário ou produção textual é importante para nós!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3285612380324475354-3477677567822595140?l=padeideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padeideia.blogspot.com/feeds/3477677567822595140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2009/01/o-candido.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/3477677567822595140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/3477677567822595140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2009/01/o-candido.html' title='O Cândido'/><author><name>Pá de Idéia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11378890218981568426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3285612380324475354.post-6532726697399321278</id><published>2009-01-31T15:38:00.000-08:00</published><updated>2009-01-31T15:45:38.342-08:00</updated><title type='text'>Uma Incômoda Verdade</title><content type='html'>A vida é uma questão de escolhas... Não importa o que fazemos, estamos sempre separando, distinguindo, dividindo, escolhendo, numa eterna necessidade de reordenar nosso curso, como bússolas quebradas, tentando inutilmente apontar para o norte. Por uma questão de escolha, estou novamente acordada, às duas da manhã, na cozinha de minha casa, sozinha (?) com minhas lembranças e fantasmas. Eu já não havia prometido a mim mesma que nunca mais faria isso? Não pude me conter e me censuro, enquanto juro (outra vez) que nunca mais farei isso de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve um tempo em que eu acreditava que tudo é possível realizar, quando se deseja realmente que aconteça algo, ainda que toda a lógica, toda a realidade apontem que não, não é possível realizar tudo o que desejamos. Hoje acredito que há momentos em que temos de escolher se aceitamos ou não as oportunidades que a vida oferece; se escolhemos aceitar, a vida nos conduz por um caminho “x” e se não encaramos a chance oferecida, mudamos totalmente o rumo do caminho e já não podemos reclamar da oportunidade desperdiçada, ainda que vejamos pessoas menos preparadas que nós aceitando os desafios dos quais declinamos e, por puro instinto, encontrando portas e saídas que nós não teríamos escolhido, simplesmente por utilizar como instrumental a lógica e o raciocínio filosófico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então me pergunto, e daí? É possível que sejamos egoístas ao ponto de desejarmos que ninguém agarre a oportunidade que desperdiçamos, simplesmente porque nos achamos melhores e mais capazes de desempenhar o trabalho recusado? E mais, se a Vida nos ofereceu uma chance e a desprezamos, poderá esta chance ser negada a alguém desprovido de conhecimento, mas imbuído de boa vontade, ainda que ignorante? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, mil vezes não, a ignorância subjaz em todos os campos de oportunidades, mas somente avança quando a luz do conhecimento se enche de pedantismo e escolhe não agir, engolfando as necessidades da Vida numa busca pela ação. Então, se o sábio não caminha, levando à frente a sua luz, o ignorante o faz na escuridão, tropeçando entre as pedras da estrada, feliz com a oportunidade oferecida, sobejo da petulância do sábio que, apesar de conduzir a lanterna, se recusou a seguir caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Voltaire escreveu Cândido, creio haver desejado demonstrar que a vida é uma questão de escolhas mas, também, de conseqüências. E o mundo não é um lugar bonzinho; cada vez que escolhemos ver o lado bom das coisas, desprezando a ordem brutal do mundo para valorizar meias verdades sobre a conformação e harmonia do cosmos, vem a Vida dá-nos uma boa rasteira. Resta-nos, do chão, observar a vida por outro ângulo, o ângulo dos que estão por baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje me vejo sob essa perspectiva, a do caído. Rasteira da Vida tomada, olho ao meu redor e procuro pelos companheiros, com quem aprendi o amor pela ciência e pela filosofia. Procuro, mas estou cercada pela ignorância ingênua, cheia de boa vontade, mas, mesmo assim, é ignorância. Todos os outros se foram com suas lanternas de Diógenes, em busca de respostas. Porque eu fiquei? Porque não escolhi seguir? Se me ressinto da ignorância é porque a conheço, ou será que apenas ainda consigo distinguir meus instintos? Se reconheço minha ação por instinto sou mais ignorante que filósofa, mas então, porque me ressinto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou Cândido! Julgo conhecer a filosofia, senti-la, seguir um mestre, mas não reconheço a sua excelência ou deixei de crer em sua ciência, desde o momento em que me vi caminhando sozinha, longe dos meus iguais. Pergunto-me: caminhei, ou fiquei para traz? Estou à frente ou em sua retaguarda? Meu eu Cândido está perdido, tem girado o mundo das idéias em busca de uma felicidade e harmonia quiméricas que, à maneira das miragens de um deserto, desaparecem às vezes em que julgo estar quase as alcançando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis as conseqüências de escolher ficar: caminhar entre a ignorância e a ânsia de saber. Aterrar-me com as reações instintivas dos que restaram comigo, cegos como eu, tateando os pedrouços da estrada, esperançosos de encontrar a luz. E como para dar-me forças na marcha, me vem à mente Sócrates, cercado de sofistas, cujos amigos eram ouvintes vacilantes, Jesus cercado de fariseus e outros asseclas, cujos amigos eram discípulos ignorantes e desprovidos de fé, Madre Teresa, cercada de Indus fanáticos, cujos amigos eram a gente simples e ignorante das favelas de Calcutá... Diante deles, quem sou eu pra reclamar de quem segue comigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Candido tinha como aliados uma velha, um escravo liberto e um mestre amargurado com suas próprias decepções; eu me pergunto: é necessário que nos aliemos a alguém? Não bastará fortaleza de espírito para sermos fiéis às nossas escolhas e conscientes de suas conseqüências? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duro é olhar ao redor e se descobrir cercado de medo e de constatações de que pensamos saber milhões de coisas, mas esquecemos de cuidar do nosso pobre jardim enquanto ele morre de sede à espera do labor de nossas mãos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3285612380324475354-6532726697399321278?l=padeideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padeideia.blogspot.com/feeds/6532726697399321278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2009/01/uma-incomoda-verdade.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/6532726697399321278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/6532726697399321278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2009/01/uma-incomoda-verdade.html' title='Uma Incômoda Verdade'/><author><name>Pá de Idéia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11378890218981568426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3285612380324475354.post-139982353942787495</id><published>2009-01-08T12:15:00.000-08:00</published><updated>2009-01-08T16:13:35.042-08:00</updated><title type='text'>Amoroso dilema</title><content type='html'>“Enquanto não atravessarmos a dor de nossa própria solidão,&lt;br /&gt;continuaremos a nos buscar em outras metades. Para viver a dois, antes, é necessário ser um." (Fernando Pessoa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a primeira vez que passava tanto tempo sem namorada. Também era a primeira vez que ficava assim por opção. Precisava descontrair e parar para pensar um pouco depois do último relacionamento, que além de destrutivo estava provocando uma verdadeira reviravolta no seu jeito de encarar o amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela milésima vez, se perguntou se não era mais feliz quando acreditava, sem vacilar, que dava pra encontrar alguém com quem podia passar o resto da vida. A questão é que suas convicções estavam abaladas. Desde o início da adolescência pensava q essa proposta de vida a dois duradoura se cultivava ao longo dos anos por um ato de vontade, uma vez definida uma pessoa como parceira. Mas nem tudo era assim tão lógico ou simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os casais que observava e suas próprias experiências amorosas pareciam contradizer essas certezas. Com raras exceções, e ele não se incluía entre elas, ou os casais se traiam mutuamente, ou continuavam a viver como se estivessem eternamente procurando parceira(o), por mais que já tivessem alguém ali do lado. Mas, será que haviam escolhido realmente aquela pessoa? Será q um dia escolheriam? Perguntava-se também o que tanto buscavam? Quando dariam a caça por encerrada? Não estariam procurando mundo afora sem buscar em si mesmas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algum tempo, ele mesmo havia dito a uma pessoa “vc é quem eu mais amo no mundo”, como se não pudesse viver de outra forma, como se sua felicidade dependesse exclusivamente de alguém ou algo que não ele mesmo. Depois dessa solidão auto-imposta, não conseguia mais comparar o amor que sentia pelas pessoas, não dava mais para hierarquizar e era mais feliz agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com toda essa confusão, ainda sentia, estranhamente, q se tivesse de escolher uma só pessoa pra viver com ela pra sempre nessa vida, várias candidatas entre suas melhores amigas seriam ideais, em igual medida. E não é que tanto fazia, sentia genuíno afeto por algumas amigas mais próximas, um afeto que poderia ser facilmente aprofundado. No fundo, embora não quisesse admitir, ainda se inclinava a acreditar no poder da escolha e achava, pela primeira vez, que não estava interessado apenas no que podia receber das pessoas, mas também no que tinha a oferecer, não em termos de status ou coisas, mas fundamentalmente em termos de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, se se decidisse por buscar um amor a dois pra toda a vida, se é q isso existia, com certeza teria problemas em encontrar alguém disposto a considerar como sério seu jeito incomum de encarar relacionamentos, seja vendo o amor como um ato de vontade e não-fortuito, seja como algo não inteiramente exclusivista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que, se por um lado, percebia pouquíssimas pessoas realmente dispostas a viver com um único outro ser ao longo da vida (elas estavam sempre em uma busca desenfreada por novidades vindas de fora e nunca delas mesmas); por outro lado, via ainda menos pessoas dispostas a vivenciar um amor que não restringisse a capacidade de amar da outra pessoa. No fim, quando acertava encontrar alguém interessado em experimentar o amor, normalmente ela entendia isso como “ame a mim somente, como jamais amou ou amará ninguém”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que ele achava que cada pessoa que amava, amava de forma singular, incomparável. Também não acreditava mais em amar só uma pessoa por vez. Não se tratava do clássico conceito de poligamia que as mulheres geralmente imputam aos homens. Não era isso o que propunha, porque entendia a fidelidade do corpo como fronteira mínima do respeito ao outro nesse arriscado experimentalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não via uma razão plausível para evitar estender o seu afeto às pessoas em volta. Na sua cabeça, amar dentro de uma redoma seria só um egoísmo ampliado, do tipo “onde cabia só um, agora cabem dois e basta!”. Mas, então, porque não caber mais gente? Por que não cabe aquela amiga, uma alma-irmã, q liga no meio da madrugada pedindo pra ajudá-la a sair de uma crise depressiva? Por que não cabe o amigo com quem se fez planos de cruzar a América Latina com uma mochila nas costas, mesmo q isso leve vários meses? Por que não cabe a amiga estrangeira por quem enfrentaria sete graus negativos e gastaria até o último vintém para ajudá-la, se ela precisasse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suportaria, por sua vez, que a parceira amasse tão livremente tantas pessoas quantas queria ser livre pra amar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele achava que jamais encontraria alguém disposto a repensar um assunto que mexe tanto com o ego, ciúmes e posse. Por outro lado, estava um tanto deslumbrado com a conquista de permanecer tanto tempo só, sem achar isso necessariamente ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que, por um estranho paradoxo, se mantinha ocupado de um problema que não sabia solucionar: como superar a solidão que queimava o peito no final da noite? E se o amor exclusivista fosse mesmo um dos únicos caminhos pra se chegar ao âmago de outro alguém? É que, entendia ele, se não fosse assim, a outra pessoa dificilmente abriria as portas para alguém chegar lá bem fundo no coração, por mais que ele próprio estivesse disposto a abrir o seu. Reconhecia a sensatez de Erich Fromm, quando dizia que “o desejo de fusão interpessoal é o mais poderoso anseio do homem”, e também quando ele falava da necessidade de reciprocidade, “o amor erótico, se é amor, tem uma premissa: que eu ame da essência de meu ser e experimente a outra pessoa na essência do seu ser.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sua cabeça era só dúvida: “será possível viver esse tipo de mergulho sem nos limitarmos a uma só pessoa? Ou, nos ligando a um só, será possível experimentar a outra pessoa na essência do seu ser sem o claustro da posse exclusiva do amor de parte a parte?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(postado por: Griffin)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3285612380324475354-139982353942787495?l=padeideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padeideia.blogspot.com/feeds/139982353942787495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2009/01/amoroso-dilema.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/139982353942787495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/139982353942787495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2009/01/amoroso-dilema.html' title='Amoroso dilema'/><author><name>Pá de Idéia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11378890218981568426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3285612380324475354.post-4433160199112796988</id><published>2009-01-06T09:05:00.000-08:00</published><updated>2009-01-06T09:12:19.543-08:00</updated><title type='text'>Mais do amor...</title><content type='html'>O texto abaixo é de JÔ e é fruto de inúmeros diálogos com amigos queridos acerca do aprendizado da autonomia, do descobrir-se onde termina o amor próprio e começa o egoísmo, da questão do utilitarismo presente nas relações duradouras.... Enfim, mazelas e virtudes do casamento, partindo-se da premissa de que o amor está acima de tais questionamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você também pode participar! Comente, traga seu texto, acrescente!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3285612380324475354-4433160199112796988?l=padeideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padeideia.blogspot.com/feeds/4433160199112796988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2009/01/mais-do-amor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/4433160199112796988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/4433160199112796988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2009/01/mais-do-amor.html' title='Mais do amor...'/><author><name>Pá de Idéia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11378890218981568426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3285612380324475354.post-4828805688291764363</id><published>2009-01-06T08:10:00.000-08:00</published><updated>2009-01-06T17:56:52.113-08:00</updated><title type='text'>Por amor a Sócrates</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_zebmAkqP4PA/SWQKwIonDUI/AAAAAAAAAAw/Taa-Q3W79vk/s1600-h/xantipa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5288363684507618626" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 246px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_zebmAkqP4PA/SWQKwIonDUI/AAAAAAAAAAw/Taa-Q3W79vk/s320/xantipa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Dentre as personagens que rondam o imaginário humano acerca do grande filósofo Sócrates uma há que é comicamente tratada ao longo dos séculos: Xantipa. Diz-se que foi uma das esposas do filósofo, célebre pelo mau humor e antipatia, de caráter irascível e escandaloso, entrou para a história como uma megera que estava sempre a censurar o marido e tratá-lo pessimamente, sobretudo em público; Conta-se que lhe rasgava a túnica na via pública ou lhe jogava água às vestes, a fim de forçá-lo a tirá-las...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francamente, se alguém sabe de algo realmente simpático acerca de Xantipa, por favor, traga a público, pois estou farta de ler acerca das péssimas atitudes dessa mulher! Xantipa era uma esposa; agora eu lhes pergunto: o que esperar de uma esposa? O que espera um homem de sua esposa ao se casar? Pois é certo que Sócrates conhecia os deveres que se esperava que uma esposa cumprisse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uma esposa à época de Sócrates, um marido exigia que se dedicasse a casa e à geração dos filhos, que estivesse satisfeita com o que o marido desejasse fazer da vida, que não se importasse com o fato de que o marido vivesse na Agora discutindo política, filosofia, arte, etc. Hoje se espera muito mais de uma mulher! Que seja boa mãe, boa cozinheira, profissional bem sucedida, linda e magra, uma fera nos negócios e uma criatura indomável e insaciável na cama, não necessariamente nessa ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Xantipa, alguém por acaso parou para imaginar o que esperava ela de seu marido, Sócrates? Se você é casada, sabe o que ela esperava... Sócrates provavelmente não era um bom marido, na opinião de Xantipa. Mal cheiroso, descalço e quase sempre vestido em uma túnica imunda, imagine um marido assim... Sócrates se vangloriava da sua condição de não apegado aos luxos e confortos, tinha uma vida frugal, evitava comer e beber quando não tinha fome ou sede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se você está defendendo o desapego de Sócrates, seu desamor pelos bens materiais, sua superioridade moral que o permitia suportar uma esposa assim, me desculpe, você é um grande sofista! E só pensa assim porque não era você quem dormia ao lado de Sócrates, era Xantipa! Ademais, Sócrates admitia de bom grado um bom banho, roupas limpas e perfume, desde a ocasião valesse o esforço de encontrar cidadãos belos e limpos para um grande jantar, como ocorre na obra O Banquete, guardadas as devidas proporções, já que o texto é atribuído a Platão, mas creio que em algum momento ele tomava um banho de bom grado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais que ser mulher de Sócrates, Xantipa foi submetida à vida austera e pobre do marido, à qual provavelmente não compreendia; se ele se alimentava frugalmente e não trabalhava, certamente sua família se alimenta mal, não tinham conforto e viviam de forma modesta, para não dizer miserável...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não consigo deixar de imaginar... Tanto tempo dedicado à educação de jovens, tantos diálogos com nobres mentes do mundo grego... Que tempo Sócrates dedicava a Xantipa? É certo que Sócrates a amava; deixou claro isso várias vezes, há relatos acerca da tolerância e paciência com que suportava os achaques de sua mulher...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, não conheço relatos acerca da paciência de Xantipa para com Sócrates. Para mim, porém, ela está implícita nos muitos anos que viveram juntos. Acredito que Xantipa pudesse compreender melhor o marido se este a tivesse considerado mais que a genitora de sua prole, mais que a mulher geniosa, a quem ele apreciava domar com um potro selvagem, utilizando-se da ira dela para exercitar o próprio espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Xantipa, ao que parece, não era apreciadora da vasta sabedoria de Sócrates, o que não quer dizer que não se importasse com ele. Posso imaginar a dor moral desta mulher, ao ver seu marido se tornar objeto de chacota entre os que o atacavam e que certamente não eram poucos. Daí se compreender porque Xantipa se via na obrigação de obrigar-lhe ao banho, à troca das vestes. Imagino também porque entrou para a história como uma megera. Foi descrita por homens, contemporâneos de Sócrates, que a viam como a intransigente criatura que lhe interrompia os discursos e o arrastava ao lar, obrigava-o à higiene, mostrava-lhe que havia um mundo fora das idéias.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando Sócrates foi condenado à morte tomando cicuta, Xantipa foi a primeira pessoa a ser retirada do local onde ocorreria sua morte. Devido a um ataque histérico, foi socorrida e levada para longe do marido, que morreu placidamente ao lado de seus admiradores e amigos próximos. Ora, se Xantipa era tão irascível, porque então se desesperou com a morte de Sócrates?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez porque só compreendesse o casamento como uma troca de favores, um sentimento prático e utilitarista a afastava dos ideais do marido. Teria ela, provavelmente, preferido ser casada com um homem comum, distante dos discursos e da histórica fama, desde que este homem lhe tivesse proporcionado uma vida menos cheia de privações materiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E afinal, não terá sido o amor de Sócrates utilitarista também? Não teria ele aproveitado tudo o que podia de sua relação com Xantipa, deixando-a entregue às suas preocupações materiais e vivendo acima das dores de que ela se queixava?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos casamentos que conheço é assim. Uma troca constante de favores, em que os indivíduos sugam do outro aquilo que desejam, enquanto desejam, sem se importar em conhecer melhor o parceiro ou parceira. E quando ao longo dos anos de convivência finalmente se conhecem, bem poucos estão dispostos a aceitar o outro como é, sem tentar moldá-lo e transformá-lo ao seu bel prazer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Será que apenas Sócrates amou e aceitou Xantipa? O senso prático dela terá sido a ligação entre o amor ideal e o amor paixão, que alimentou por Sócrates, apesar de haver sofrido com o temperamento do marido? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não importa se Xantipa entendeu ou não Sócrates. Importa compreender que o amor que dedicamos a outrem deve se basear na doação e na compreensão, que passa necessariamente pelo amor de si e pela capacidade de aceitar o outro como ele é. Não se pode amar a outrem mais que a si mesmo, confundindo a sublimidade da doação com a escravidão aos desejos e paixões de outrem, mesmo quando se é correspondido, sob pena de alimentar um vício perigoso: o egoísmo. Quem não ama a si mesmo é incapaz de amar alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como é difícil escolher de que lado ficar! É tão fácil julgar as aparências, o que parece ser bom, o que parecer ser mau... Sinto minha consciência digladiar-se entre estes dois pontos: amar verdadeiramente o melhor possível a uma pessoa ou amar o melhor possível a humanidade inteira? Seguir o exemplo de Sócrates ou assumir minha porção Xantipa?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ah, como desejamos que o mundo seja inteiramente dividido entre o bem e mau, o preto e o branco, o certo e o errado... Mas não! Não existe ninguém tão bom que não abrigue em seu peito o mau, nem tal mau que não abrigue em sua alma algum fragmento do bem. E as cores... Bem, no mundo, encontramos todas as cores do arco-íris, apesar de nossa limitada visão. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3285612380324475354-4828805688291764363?l=padeideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padeideia.blogspot.com/feeds/4828805688291764363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2009/01/por-amor-scrates.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/4828805688291764363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/4828805688291764363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2009/01/por-amor-scrates.html' title='Por amor a Sócrates'/><author><name>Pá de Idéia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11378890218981568426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_zebmAkqP4PA/SWQKwIonDUI/AAAAAAAAAAw/Taa-Q3W79vk/s72-c/xantipa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3285612380324475354.post-6536818950759704191</id><published>2009-01-03T12:27:00.000-08:00</published><updated>2009-01-03T12:31:05.507-08:00</updated><title type='text'>Ainda sobre o amor...</title><content type='html'>O texto q segue é da Nil ainda resultando da leitura de O Banquete... Comente, recomende, a gente agradece! ;-)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3285612380324475354-6536818950759704191?l=padeideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padeideia.blogspot.com/feeds/6536818950759704191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2009/01/ainda-sobre-o-amor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/6536818950759704191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/6536818950759704191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2009/01/ainda-sobre-o-amor.html' title='Ainda sobre o amor...'/><author><name>Pá de Idéia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11378890218981568426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3285612380324475354.post-8077595565649614261</id><published>2009-01-02T16:10:00.000-08:00</published><updated>2009-01-06T18:12:48.439-08:00</updated><title type='text'>Quando amar não dói</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5288368877841076738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 155px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_zebmAkqP4PA/SWQPebTy0gI/AAAAAAAAAA4/YQ8ZVy14T5o/s200/Janusz.gif" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Conta-se que ele era só um adolescente quando seu pai morreu, deixando a família sem nenhuma fonte de renda. Teve de trabalhar para ajudar no sustento da mãe, da irmã e da avó. O sonho de ser escritor acabou adiado, em razão da urgência de entrar para a faculdade de medicina, que levava paralelamente à prática do jornalismo e das aulas particulares que ministrava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por afinidade com a educação, passou a freqüentar também o curso de pedagogia, tendo depois concluído os estudos de medicina e graduado-se em pediatria. Anos mais tarde, seu talento no trato com as crianças e seus conhecimentos como pedagogo lhe renderam a diretoria de um orfanato. Foi aí que se mostrou em todo esplendor o amor de Janusz Korczak pelas crianças. Um amor que o levou a ficar conhecido não só como médico ou escritor, mas como um dos grandes educadores do Séc. XX. Porém, não só isso. Esse polonês de origem judaica levou ao extremo seu amor pedagógico, ao morrer junto com os órfãos no campo de concentração nazista de Treblinka, após a invasão da Polônia pelo exército alemão, na Segunda Guerra Mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que poderia ter levado um intelectual, um prático da educação como Korczak a esse ponto, já que anos antes teve a chance de sair do país? Isso equivale a perguntar de que matéria é feita a alma dos mártires. Uma pista está em uma das obras escritas por ele. Mais precisamente no livro “Como Amar uma Criança”, onde Korczak nos deixa o seguinte pensamento: “eu existo não para que me amem e admirem, mas para que eu mesmo aja e ame. Todos os que me cercam não têm o dever de me ajudar, porém meu dever é cuidar dos que me cercam, cuidar do ser humano”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tempos em tempos a humanidade toma conhecimento da existência de pessoas aparentemente comuns que depois revelam um especial talento para abranger no seu amor mais que uma só pessoa, mais que os seus, falando de família sanguínea e dos amigos mais próximos. Um exemplo de amor tão amplo e extremado como o de Korczak nos parece irreal, diante da forma de amor de que comumente somos capazes. Geralmente, ligamos nosso amor a um objeto, a um ser amado ou a alguns seres que escolhemos para amar. Assim, é comum sofrermos horrores quando somos deixados, traídos, frustrados nesse amor que demos e que, acreditamos, nos dá o direito de receber em troca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso nos leva a questionar se sabemos realmente amar. Se nos ocuparmos mais amplamente desse problema, veremos que não somos os únicos. Grandes mestres da humanidade já se debruçaram sobre isso para tentar descobrir porque o amor é ao mesmo tempo fonte de grandes prazeres e de grandes dores para o homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vemos, por exemplo, em O Banquete, de Platão, que Diotima ao dar a Sócrates uma lição sobre o amor, ensina que o amor é o desejo de possuir para sempre o que é bom e o que é belo, é o desejo da imortalidade. Já no Séc. XX, o psicanalista alemão Erich Fromm chega à mesma conclusão de Platão, aplicando uma leitura correlata ao amor. Para ele, essa busca da imortalidade se traduz melhor como a busca por uma integração universal com tudo que existe, com a natureza e tudo que nos cerca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos mais brilhantes teóricos da Psicanálise, esse que também foi um revisor de Freud, diz que a consciência de si mesmo, a razão, promove no homem também a consciência de sua solidão, de sua separação e descontrole diante das forças da natureza. Segundo ele, todos nós buscamos superar essa separação, esse estado de “insuportável solidão”. Mas de que jeito superar essa angústia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fromm diz que há muito tempo os caminhos tentados pela humanidade são basicamente os mesmos: a religiosidade, a excitação de estágios orgíacos, a conformação a uma rotina e ordem social pré-estabelecida, as artes e atividades criadoras em geral. Porém, a resposta mais completa para romper esse ciclo de solidão e separação seria, para Erich Fromm, o amor: “o desejo de fusão interpessoal é o mais poderoso anseio do homem”, afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas existem, segundo ele, as formas de amor imaturas: união simbiótica (com anulação de uma identidade própria); masoquismo (consiste em se deixar subjugar pelo outro); e sadismo (consiste em subjugar o outro). Esse amor imaturo redundaria nos sofrimentos e frustração ilustrados acima. Já o amor maduro, seria uma “união sob a condição de preservar a integridade própria”, teoriza o psicanalista e, portanto, com mais chances de nos levar ao lado apenas prazeroso do amor, já que está mais centralizado em nós mesmos e não na dependência do objeto do nosso amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para explicar isso melhor, Fromm toma emprestado de Spinoza, um racionalista holandês do século XVII, a diferença entre afetos ativos e passivos. Ele diz que o caráter ativo do amor consiste, antes de tudo em dar: “dar é mais alegre do que receber, não por ser uma privação, mas porque no ato de dar encontra-se a expressão da minha vitalidade”, disse Spinoza. Assim, o ato de dar amor seria, em si mesmo, um ato de requintada alegria, desde que não veja o outro como meio para se obter algo de volta, e sim como um fim em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, esse ato de dar, tal como Fromm o descreve, só poderia ser atingido por quem desenvolveu o próprio caráter a ponto de superar aspectos de si mesmo, como dependência, onipotência narcisista, desejo de explorar o outro ou de amealhar. Depende de ter fé em seus poderes humanos, diz ele...Fromm continua, afirmando que, na medida em que faltarem essas qualidades, a pessoa será temerosa em dar e também em amar de forma madura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para chegarmos a esse nível de vivência do amor, Diotima, em suas lições para Sócrates, traça uma interessante rota. Diz ela que, após ter partido da admiração da beleza de um só corpo, devemos ver essa beleza em todos os corpos. Depois, considerar como mais preciosa a beleza da alma que dos corpos. Então, o próximo estágio do desenvolvimento do amor será verificar a beleza que há nas belas atividades e práticas, no bem comum e no conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse ponto, o aprendiz do amor não irá se amesquinhar na percepção da beleza de um só, não mais será escravo da necessidade de receber e sim produzirá beleza e amor em profusão, ensina Diotima. Terá também conquistado o afeto ativo de Spinoza, o amor maduro de Fromm, como parece ter sido o caso de Korczak, que não esperou reconhecimento pelos seus atos, mas sentia uma profunda alegria em simplesmente compartilhar com o mundo suas descobertas sobre o amor, através de palavras e atos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3285612380324475354-8077595565649614261?l=padeideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padeideia.blogspot.com/feeds/8077595565649614261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2009/01/quando-amar-no-di.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/8077595565649614261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/8077595565649614261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2009/01/quando-amar-no-di.html' title='Quando amar não dói'/><author><name>Pá de Idéia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11378890218981568426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_zebmAkqP4PA/SWQPebTy0gI/AAAAAAAAAA4/YQ8ZVy14T5o/s72-c/Janusz.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3285612380324475354.post-7200070403248679785</id><published>2008-12-29T12:46:00.000-08:00</published><updated>2008-12-29T12:53:07.880-08:00</updated><title type='text'>Série Banquete - Continuação</title><content type='html'>O texto abaixo é de Josilene Soares, criado após da leitura da obra O Banquete, de Platão, que trata do tema Amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você também é personagem importante nesse blog. Comente, queremos saber sua opinião!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3285612380324475354-7200070403248679785?l=padeideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padeideia.blogspot.com/feeds/7200070403248679785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2008/12/srie-banquete-continuao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/7200070403248679785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/7200070403248679785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2008/12/srie-banquete-continuao.html' title='Série Banquete - Continuação'/><author><name>Pá de Idéia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11378890218981568426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3285612380324475354.post-964798170500901001</id><published>2008-12-29T12:35:00.000-08:00</published><updated>2008-12-29T12:46:07.402-08:00</updated><title type='text'>Um texto gay</title><content type='html'>Eu gosto de gays. Quando ando pelas ruas, costumo olhar nos olhos deles. Tenho uma sensibilidade especial para reconhecê-los no meio da multidão e não estou me referindo a trejeitos ou algo assim. É um feeling, não preconceito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os gays são pessoas muito especiais; carregam um brilho e uma expressão que varia entre o medo e o pedantismo. Contudo, algo nos seus olhos, invariavelmente implora por amor. Não sei como pode ser, mas eu sempre sou atraída por esse fascinante olhar que pede algo que parece impossível de ser dado a alguém...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São criaturas arredias, a princípio, arrogantes, quando percebem o interesse de alguém. Isso é claro, quando o gay é um ser que já se ‘assumiu’, embora não necessariamente tenha se aceitado. Considero essa reação absolutamente compreensível, para quem vive na fronteira máxima dos sentimentos, sempre em busca do reconhecimento, da própria valorização ou, pelo menos do respeito dos que o cercam, encontrando freqüentemente frieza e maldade na maioria das pessoas, principalmente entre amigos e familiares. Quem os poderia censurar? Quem os poderia apontar? Quantos não o fazem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando não se assume, o gay costuma se esconder atrás de uma postura afetada de auto-adoração que o transforma em um ser digno de pena. Na verdade, um senso de proteção instintivo é o responsável por este pedido de socorro. Sempre que posso, tento conscientizar um amigo dessa situação difícil, mostrando-lhe que a vida será bem mais fácil e segura se ele se encontrar e se impor enquanto indivíduo livre e merecedor de respeito, além de muito amor. Pelo menos ele saberá quem são seus verdadeiros amigos. Já será um bom começo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em grande parte, devo aos gays minha consciência do quanto somos medíocres tentando ser o que não somos, tentando mentir e enganar nosso reflexo no espelho, dizendo a nós mesmos que somos equilibrados, que somos “normais”. Gente normal ama, sente desejo, sonha, espera, conquista, quer ser amado, desejado, quer viver ao lado de um ser que o complete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os gays são normais. Eles sentem tudo isso, exatamente assim. Dentre os casais que conheço os mais harmoniosos, os mais felizes, tranqüilos, amigos e companheiros, são casais gays. Em poucos casais vi tanto amor, tanta dedicação, tanta admiração pelo outro, tanta aceitação. Então, me orgulho de dizer, isso aprendi com os gays: a ser honesta com os meus próprios sentimentos, a ser consciente das minhas misérias íntimas e me aceitar, me amando, ainda assim. Depois, e só depois, é que vieram os livros, a filosofia e algumas poucas respostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na obra O Banquete, de Platão, Aristófanes trata do tema do amor homossexual enfocando o mito de Andrógino e conta a história dos seres de terceiro gênero, apartados por Zeus um do outro, como castigo pela sua arrogância, sempre a se buscarem com avidez e ansiedade, como solução para sua angústia e por necessidade de complemento. Desta forma, os que possuíam forma feminina procuravam mulheres e os de forma masculina, se afinizavam na busca do amor de outros homens, não por despudor, mas por demonstrar coragem em satisfazer suas necessidades. Não somente a atração sexual os aproximava, mas o desejo sincero de amizade estima e respeito os ligava. Tanto que a nenhum outro amavam, e sinceramente desejariam viver e morrer como um só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outro trecho, narra Platão o amor do jovem Alcibíades por Sócrates, bem como as artimanhas do rapaz para que o filósofo lhe partilhasse o amor e o leito. Sócrates o acolheu com amor, abraçando-o sem lhe partilhar o corpo. Entendendo, porém, que o amor de Alcibíades merecia respeito, Sócrates o acolheu nos braços, como pai ou como irmão, de modo que no dia seguinte continuavam a ser como antes: mestre e discípulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dois trechos, percebe-se a sensibilidade do autor, demonstrando a compreensão do filósofo grego para um tema tão palpitante quanto delicado: de início, demonstrando a propensão natural da busca do Andrógino pela sua “metade”, como necessidade máxima de busca da própria felicidade e realização pessoal; em seguida, a adequada reação de um ser que não deseje unir-se a outrem para um relacionamento afetivo, tratando, porém, de não ferir a sensibilidade do que busca inutilmente ser correspondido no amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é a orientação sexual dos gays que deve ser o ponto chave das discussões em fóruns, livros de auto-ajuda, debates em escolas ou ainda nos dogmas desta ou daquela religião. É antes, a capacidade de amar que existe em cada ente que deve ser vista e protegida, como forma de construção ou resgate da estima e da sobrevivência emocional dos envolvidos nesse processo de aceitação do gay em relação a si mesmo e aos que o cercam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis o que resta a compreender: é preciso saber amar, buscando em si mesmo a essência do amor, para se entregar ao ser amado sem temor quando encontrá-lo. É preciso saber amar, para desvincular a necessidade de afeto da carência sexual, aprendendo caminhos de compreensão que não firam e não afugentem indivíduos dignos de serem amados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, o pejorativo “gay” não diminui a essência do homossexual, quando este encontrou no amor dos seus familiares, amigos, companheiro ou companheira seu referencial de felicidade. Nem a frieza, nem a negação ou a repulsa de quem quer que seja ferirá o indivíduo que se sabe aceito e amado pelos seus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3285612380324475354-964798170500901001?l=padeideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padeideia.blogspot.com/feeds/964798170500901001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2008/12/um-texto-gay.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/964798170500901001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/964798170500901001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2008/12/um-texto-gay.html' title='Um texto gay'/><author><name>Pá de Idéia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11378890218981568426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3285612380324475354.post-1906265858185376828</id><published>2008-12-28T14:07:00.000-08:00</published><updated>2008-12-28T14:09:22.973-08:00</updated><title type='text'>Um banquete...</title><content type='html'>O texto abaixo é da Chris e faz parte de uma série q fizemos depois de ler O Banquete, de Platão. Discuta com a gente, afinal o tema não poderia ser melhor: o Amor!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3285612380324475354-1906265858185376828?l=padeideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padeideia.blogspot.com/feeds/1906265858185376828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2008/12/um-banquete.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/1906265858185376828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/1906265858185376828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2008/12/um-banquete.html' title='Um banquete...'/><author><name>Pá de Idéia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11378890218981568426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3285612380324475354.post-2972932985044706778</id><published>2008-12-28T14:04:00.000-08:00</published><updated>2008-12-28T14:06:50.024-08:00</updated><title type='text'>Fome de amor</title><content type='html'>“Os discípulos perguntaram-lhe: 'Em que dia virá o reino?'. Jesus respondeu: 'Não vem pelo fato de alguém esperar por ele; nem se pode dizer ei-lo aqui! Ei-lo acolá! O reino está presente no mundo inteiro, mas os homens não o enxergam.”...&lt;br /&gt;Desculpe se esse texto se tornar um exercício de paciência. Mas essa é uma história que vendo sendo escrita há doze anos, desde que o Amor começou a fazer parte de minhas buscas- ao menos de uma forma mais direta e prática do que apenas desenhar coraçõeszinhos pelos cantos de cadernos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que cada um de nós tem o seu motivo para estudar o Amor - seja por razões filosóficas, porque somos buscadores de respostas,  de consolo ou felicidade...seja por dilemas pessoais... seja porque nada mais funciona.. cedo ou tarde o tema invadirá a vida de todos nós. E vc se verá confrontado por questões como - Isso é o amor?O que é o Amor? Qual o seu propósito? Como devo amar?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não são perguntas fáceis, meus amigos. A maioria de nós prefere ignora-las, porque é muito mais cômodo preencher o tempo com o vazio de coisas , coisas que o tempo leva - o dinheiro, o prestígio, a coluna social, a vida alheia, posses, prazeres carnais, estética,... - Mas então o tempo vai pacientemente lhe ensinando, queda após queda, que você pode até comprar tudo o que seu apetite ditar, ter todas as medalhas e castelos, trabalhar até morte, participar de todas as orgias, construir o corpo mais perfeito - mas nada disso aplacará a ansiedade em sua alma e o mais importante: continuará faltando algo.. algo que não está nas coisas, nem no simples desfrute de paixões - e a falta disso irá se convertendo em fome... uma fome das mais terríveis, destas que poderiam devorar seu coração, faze-lo acreditar na separação, na solidão e carência como a grande fatalidade dessa vida... é algo tão forte que muitos não acham que não consegueriam resistir.. algo que faz com que se joguem de prédios, se percam em drogas, transformem aviões em bombas... ou tente se tornar exatamente igual ao rebanho, apenas pra não se sentir sozinho, e seguir o que a moda dita, acreditar na ideologia da massa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se tentarmos escapar e ligarmos o radio ou a TV na novela das oito? Tudo o que escutaremos a respeito do Amor se traduz no quanto devemos ser amados - quase nunca se fala do quanto devemos amar.Parece mesmo um mundo sem respostas. Até que vc ouve outras palavras , palavras que ecoam através dos séculos, e que contam a historia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Entrou Jesus em uma aldeia, e certa mulher, por nome de Marta, o recebeu em sua casa. Tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual sentando-se aos pés do Senhor, ouvia a sua palavra. Marta porem, andava preocupada com muito serviço; e aproximando-se disse-lhe : Senhor, não se te dá que minha irmã me tenha deixado a servir sozinha?Dize-lhe pois que me ajude. Respondeu-lhe o Senhor : Marta, estás ansiosa e perturbada por muitas coisas; entretanto poucas são necessárias, ou mesmo uma só; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estamos ansiosos e preocupados tb por muitas coisas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E afinal o que é realmente necessário? Qual essa única coisa que seria digna de nossa atenção?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais adiante, um homem que encontrou Cristo enquanto ainda andava com espadas nas mãos, escreveu: ... “Ainda que eu distribua todos meus bens entre os pobres e ainda que entregue meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará...”&lt;br /&gt;Amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É essa a resposta. É essa a busca. Todo o resto é apenas parte do cenário ou são instrumentos para praticarmos o amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor não é algo que cai do céu sob a forma de paixão em uma tarde de primavera. Muita gente acha isso. Confundir amor com a experiência de apaixonar-se por alguém, que é uma experiência muito curta - como diria Erich Fromm em seu livro A Arte de Amar. Pq na medida que vamos "conhecendo" aquela pessoa "amada" e percebemos seus defeitos e problemas- depois que as barreiras foram vencidas e a pessoa se tornou "um tédio", esgotada, óbvia - muitas vezes restará a impresão de que só relacionamento sexual pode ainda salvar alguma intimidade.. mas o tempo corre e também leva isso embora ... Daí as pessoas vão saltando de pessoa em pessoa... correndo em círculos.Contudo nós não nos damos muito ao trabalho de realmente conhecer alguém... e é disso que se trata o amor. Conhecer alguém verdadeiramente, aprender sobre o ser humano. E isso exige necessariamente o exercício do amor - com dedicação, disciplina, concentração de um aluno que tenta assimilar uma matéria nova, mesmo no sofrimento e nos tropeço do amadorismo - em nossos dias, o que mais se aproxima dessa tentativa seria o amor materno. Já pensou amar alguém como se amaria um filho único? Eu não sou mãe, mas imagino a dimensão disso. Amar nas linhas traçadas pelo mesmo Paulo e relembradas na pregação de Henry Drummond -com paciência de um o amor que tudo suporta, tudo espera, pq tudo compreende.- com generosidade de um amor que não inveja, nem arde em ciúmescom humildade de um amor que se esconde inclusive de si mesmocom delicadeza-de um amor sem violência, porém resistente naquilo que acredita como certo e bom com a entrega de um amor que ignora qualquer recompensa , pq o ato de amar já basta a si mesmocom benevolência de um amor capaz de dar alegria aos outroscom tolerância de um amor que não se reveste de falsa-sabedoriacom inocência de um amor que acredita nos outros, de um amor que sabe que o pouco que as pessoas podem nos ferir por causa de nossa atitude inocente não significa nada perto da alegria que sentiremos diante de uma vida sem o peso das armadura e escudos da desconfiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E qual não seria a sua surpresa ao descobrir que isso é apenas o início?! O primeiro passo!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque quando o bom e sábio Sócrates se reuniu com os amigos, como fazemos hoje, a discutir sobre o Amor em um banquete, decidiu revelar o que Diotima havia lhe ensinado a respeito .Ora, de inicio encontrará um guia, amara apenas essa pessoa, esse corpo... de modo abnegado e genuíno... de todo coração e alma. A partir desse amor, ira compreender, em um segundo passo, que a beleza de um determinado corpo é irmã de outro qualquer... então se tornará apaixonado de todos os corpos belos e abandonará a violência do amor de um único corpo. E seguirá adiante qdo começará a amar a beleza da mente-alma independente da forma física, perceberá que a beleza da alma é muito mais preciosa do que a do corpo. Então estará pronto para os mistérios maiores: seguirá para o amor pela ética, pelas praticas belas, o amor pelo bem comum e daí pelo amor a ciência em seu âmbito tão vasto - não estará mais preso a beleza de um único objeto, ou pessoa, ou ocupação isolada, estará finalmente voltado ao oceano da beleza que nos cerca ( não seria esse o Reino que Cristo falava?)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente.... "perceberá uma beleza maravilhosa, que não conhece nascimento nem morte, que não aumenta nem diminui... beleza que não se apresenta sob nenhuma forma concreta, como fora o caso de um belo rosto ou belas mãos, ou de qualquer parte do corpo, nem sob o aspecto de discurso ou conhecimento, nem como algo existente em qualquer parte, nem no céu ou na terra ou seja no que for... mas que existe em si e por si mesma e é eternamente una consigo mesma.... vc se apaixona pela a essência que torna todas as coisas belas! -como ver o Sol pela primeira vez , quando tudo antes disso era apenas sombra ou escuridão ... E somente nesse estado, quando contemplamos o Belo com o órgão que o deixa visível ( o espírito) é que ficamos em condições de gerar não simulacros da virtude, mas a própria realidade...e alcançamos enfim a própria imortalidade - esse ja não seria o encontro com o próprio Deus?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seria assim belíssima a odisséia humana?Ver que tudo, absolutamente tudo, se resume unicamente em aprendermos sobre o Amor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vc não acreditaria se lhe dissesse que seu corpo funciona mil vezes melhor qdo começa a tentar amar... amar verdadeiramente. E quanto aos conhecimentos, não importa as formulas e os malabarismos científicos, se vc agir sob o crivo do amor, vai alcançar o caminho certo e a verdade estará lá lhe esperando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E afinal o que é a verdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é o amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3285612380324475354-2972932985044706778?l=padeideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padeideia.blogspot.com/feeds/2972932985044706778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2008/12/fome-de-amor.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/2972932985044706778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/2972932985044706778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2008/12/fome-de-amor.html' title='Fome de amor'/><author><name>Pá de Idéia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11378890218981568426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3285612380324475354.post-141608686107865851</id><published>2008-12-14T05:37:00.000-08:00</published><updated>2008-12-14T05:39:47.096-08:00</updated><title type='text'>Aí embaixo...</title><content type='html'>Na sequencia, tem o texto da Nil, o terceiro com "viagens" a partir do Mito de Giges.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3285612380324475354-141608686107865851?l=padeideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padeideia.blogspot.com/feeds/141608686107865851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2008/12/embaixo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/141608686107865851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/141608686107865851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2008/12/embaixo.html' title='Aí embaixo...'/><author><name>Pá de Idéia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11378890218981568426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3285612380324475354.post-317333613882477618</id><published>2008-12-14T05:35:00.000-08:00</published><updated>2008-12-14T05:37:11.463-08:00</updated><title type='text'>O que faz você feliz?</title><content type='html'>A partir do ponto em que conquistamos o poder de decidir nossos caminhos na vida, fazemos uma série de escolhas com o objetivo de nos tornarmos seres felizes. Muitas vezes nem sequer temos um planejamento visando esse fim e, quanto traçamos esses planos, raramente nos questionamos porque queremos ser felizes dessa e não daquela maneira. Quase nunca pensamos se nosso objetivo é tão somente a posse de riquezas, fama e notoriedade ou se basta simplesmente uma boa família, com potenciais para manter uma “vida digna”, uma vida que para alguns é apenas medíocre. Ou se as duas coisas juntas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo do depende, os caminhos escolhidos para alcançar o tão visado “paraíso na terra” obedecem a certos valores que determinam essas decisões, sejam elas de grande ou de pequeno impacto. É sobre esses valores que nos propomos pensar aqui, a fim de que tenhamos consciência dos fundamentos sobre os quais se assentam nossas escolhas. Quem sabe assim será mais fácil visualizar os caminhos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em A República, de Platão, foi justamente uma escolha que levou o pastor de ovelhas, Giges, do Mito de Giges, a mudar radicalmente sua vida depois de encontrar um anel que lhe dava o poder de se tornar invisível. Com isso, ele poderia ser o que quisesse naquela longínqua Lídia e escolheu ser rei, não importando que para chegar a esse objetivo tivesse que seduzir a rainha, tramar e efetivar com ela o plano de matar o então ocupante do trono. Ele devia acreditar que riquezas e fama o fariam uma pessoa feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, nós que vivemos em uma sociedade midiática, onde os segredos mais íntimos dos ricos e famosos são prato principal na imprensa marrom, nós sabemos que riqueza e fama não necessariamente tornam as pessoas felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Giges tinha a seu favor a certeza da impunidade e conta-se que depois de assumir o poder, foi nele confirmado pelo famoso Oráculo de Delfos, a custa de algumas oferendas. Claro, porque lá, como cá, o dinheiro podia comprar a impunidade. Para nós, nem precisaria mesmo de um anel que nos dissimulasse, porque na prática, hoje em dia é perfeitamente possível se passar por uma pessoa honesta, escondendo debaixo do pano grandes patifarias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual a diferença, então, entre escolher ser um picareta, e ser alguém que vive conforme as melhores regras de civilidade e ética, se, usando ou não um Anel de Giges, é perfeitamente possível gozar da fama de “conduta ilibada” e das benesses conquistadas através da desonestidade, como riqueza material? Se os dois caminhos estão postos, um e outro seriam igualmente válidos para tornar alguém feliz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez escutei que somos fruto das nossas escolhas, “ser você é uma condição aceita”. Então, se tenho toda essa gama de caminhos e escolhas que me levam à felicidade, qual será o caminho que se deve desejar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sócrates, ainda em A República, ajuda a clarear um pouco essa confusão. Claro que elas são argumentos válidos, em sua maioria, para os espiritualistas, ou seja, aqueles que acreditam que algo sobrevive à morte do corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele diz que são três as principais espécies de homens: o FILÓSOFO, aquele que tem como objetivo alcançar o saber, a essência das coisas e a isso dedica sua vida, não se preocupando com as mesquinharias de posses transitórias; o AMBICIOSO, aquele que despreza a busca insensata da riqueza como um prazer grosseiro, mas que vê na fama e nas honrarias o supremo objetivo da vida; e, por fim, o INTERESSEIRO, para quem todo o objetivo de vida se resume na riqueza, uma vez que o dinheiro é o supremo estimulante de todos os outros prazeres, podendo comprar a pompa, alimentar a vaidade e proporcionar uma vida de prazeres sensuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença entre essas categorias de homem está justamente nos valores alimentados em cada uma delas. Porém, para Sócrates nem todos esses valores representam caminhos válidos em busca de uma felicidade plena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele diz que uma felicidade duradoura não se mistura com as escolha dos ambiciosos e interesseiros. Fundamenta isso explicando que nossa alma é composta de três elementos: a razão, a cólera e a concupiscência (desejo ardente de bens ou gozos materiais). Ele diz também que, em um homem compete à razão, uma vez que é sábia, o encargo de governar a alma toda, tendo como aliada a cólera, a fim de que juntas possam submeter o elemento concupiscente. Caso contrário, a natureza irascível do homem o escravizará e subverterá todo o conjunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando alguém aceita fazer algo desonesto, por exemplo, por mais que ninguém se dê conta desse delito, diz Sócrates, a pessoa não tira vantagem nenhuma disso, uma vez que submete a parte mais divina de si mesmo à mais ímpia e miserável. Para quem não acredita na transcendência, equivale a dizer que sua conduta então será impulsiva e impensada, já que permitiu que a razão fosse subjugada ante os mais primitivos instintos, inferiores à categoria de ser pensante, à condição racional que o eleva na escala evolutiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decorre daí que o prazer que essa vantagem venha a proporcionar é sempre misturado com sofrimentos, pois arrastam o homem para baixo. São, de acordo com o filósofo grego, fantasmas de um prazer verdadeiro só alcançável por quem volta sua alma para o que não é transitório, para o mundo das essências, para o Ser e não para apenas para o ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que Giges não deva ter tido componentes em si de todas as espécies de homem, um pouco do ambicioso, um pouco do interesseiro e até do sábio, quem sabe? Assim como devemos ter nós também. O que ele não fez para atingir uma felicidade mais plena, menos sujeita a mudanças intempestivas, como um golpe de estado que poderia arrebatar-lhe a riqueza, fama e até a vida, foi subjugar o elemento concupiscível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para conseguir não se arrastar por essas tendências irascíveis, que podem levar a um estado de felicidade fugaz e instável, o grande filósofo grego nos dá um conselho, nos indicando um meio de fugir ao forte apelo do elemento concupiscente: “faremos como aqueles que, quando estão apaixonados por alguém, e reconhecem que aquele amor não lhes é proveitoso, se afastam dele, embora com esforço”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3285612380324475354-317333613882477618?l=padeideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padeideia.blogspot.com/feeds/317333613882477618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2008/12/o-que-faz-voc-feliz.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/317333613882477618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/317333613882477618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2008/12/o-que-faz-voc-feliz.html' title='O que faz você feliz?'/><author><name>Pá de Idéia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11378890218981568426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3285612380324475354.post-7824282908019964671</id><published>2008-12-12T21:19:00.000-08:00</published><updated>2008-12-12T21:25:54.097-08:00</updated><title type='text'>Falando em Giges....</title><content type='html'>O texto abaixo é o segundo da série que trata sobre o Mito de Giges, escrito por Josilene Soares (Jô), após as primeiras discussões acerca de A República de Platão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta obra, Platão leva o leitor a uma busca da justiça, da verdade e do belo em si, induzindo-o à realização de uma auto-reflexão acerca de sua natureza transcendente e imortal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3285612380324475354-7824282908019964671?l=padeideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padeideia.blogspot.com/feeds/7824282908019964671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2008/12/falando-em-giges.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/7824282908019964671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/7824282908019964671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2008/12/falando-em-giges.html' title='Falando em Giges....'/><author><name>Pá de Idéia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11378890218981568426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3285612380324475354.post-6148012486244607277</id><published>2008-12-12T21:11:00.000-08:00</published><updated>2008-12-12T21:18:54.358-08:00</updated><title type='text'>Giges para todos</title><content type='html'>GIGES E NÓS NO UMBRAL DA CONSCIÊNCIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Confesse, ainda que seja só para você mesmo, sem que ninguém desconfie do que lhe vai à mente: o que você faria se estivesse absolutamente certo de quem ninguém jamais descobriria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Não, não vamos aqui admitir pequenas canalhices como escutar atrás das portas, isso é muito prosaico; pense grande e profundo, sem pressa, agora e durante a leitura deste texto e mesmo depois que desligar o seu PC....       &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Não, isso não é nenhum texto de auto-ajuda ou coisas do tipo, das tantas que impregnam os sites da Web, muito ao contrário, é fruto de uma idéia de um cara realmente genial chamado Platão, filósofo que nasceu lá pelas tantas do ano 428 a.C. em Atenas e escreveu diversos livros ainda hoje interessantes e atuais, só pra não ser muito efusiva e deixar você curioso demais. Mesmo porque, você ainda deve estar pensando na pergunta que eu fiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Porém, não se preocupe, eu explico: em um desses livros, chamado A Republica, Platão conduz o leitor em uma interessante viagem consciencial, onde nos confrontamos com o que há de melhor e pior dentro de cada um de nós e, para isso, utiliza-se de diálogos entre homens cultos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Em um destes diálogos, buscam os homens cultos conhecer quem é o homem justo e quem é o homem injusto e um cara chamado Glauco, querendo provar que só somos justos por pura conveniência, narra um mito sobre um pastor chamado Giges.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse cara, o Giges, encontrou no campo um anel e descobriu que o tal anel tinha poderes mágicos: quando sua pedra era virada para dentro da palma da mão, aquele que o estava usando ficava completamente invisível, podendo fazer o que quer que fosse sem ser visto. Pois adivinhe: o tal de Giges foi até o palácio real de sua cidade, e sem ser visto por ninguém matou o rei, seduziu-lhe a esposa, casando-se com ela, tomando todo o reino para si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viu, que perigo? É desse tipo de coisa que eu estava falando quando provoquei você na primeira frase deste texto. Claro que eu não estou pensando nada de mal de você!!!! Eu estou é pensando muito mal de mim, depois que me perguntei essa mesma coisa há cerca de um mês atrás. Sim, porque eu também quis saber do que eu era capaz e não posso contar pra você minhas primeiras conclusões, não, meu caro, lamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única coisa que eu sei até agora, pois não pense que eu parei de me investigar, é que sempre encontramos desculpas para as nossas idiossincrasias, sempre nos perdoamos facilmente e esquecemos-nos de cobrar melhores atitudes sobretudo quando ninguém está olhando, quando só depende de nós sermos justos ou não. Aliás, era exatamente isso que Platão queria que o leitor percebesse, pois julgava que este problema está no cerne de cada ser. Quer ver como é verdade?&lt;br /&gt;Imagine então o que fez com que Galdalf não quisesse assumir a guarda do anel mágico em “O Senhor dos Anéis”, entregando-o ao Frodo, justamente porque ele era puro e bom? Exato!!! Porque o anel revelava a verdadeira índole do seu portador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a capa da invisibilidade do Harry Potter? Com ela, inúmeras incursões levaram os personagens a ganhar vantagem sobre inimigos e a acobertar muitos aliados do menino bruxo!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viu? Não é à toa que nós nos damos muito bem quando ninguém está olhando!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, sabe, cheguei a algumas conclusões. Não importa o quanto nos perdoamos, nos acobertamos, nos ocultamos dos nossos próprios olhos. A Verdade está dentro de cada um, gritando, suplicando pra ser vista. Invariavelmente, chega um momento em que não suportamos mais a invisibilidade e temos de nos olhar como somos, seja qual for a imagem que faremos de nós quando essa hora chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, amigo, não desanime. Só há um jeito de saber: se investigando, conhecendo a você mesmo. Vá em frente, você também pode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, e quanto ao Platão, se você quiser saber mais sobre esse cara, é só ler A República!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3285612380324475354-6148012486244607277?l=padeideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padeideia.blogspot.com/feeds/6148012486244607277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2008/12/giges-para-todos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/6148012486244607277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/6148012486244607277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2008/12/giges-para-todos.html' title='Giges para todos'/><author><name>Pá de Idéia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11378890218981568426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3285612380324475354.post-1136946286980354301</id><published>2008-12-12T16:15:00.001-08:00</published><updated>2008-12-12T16:23:05.453-08:00</updated><title type='text'>Por que “Pá de idéia”?</title><content type='html'>...Porque uma idéia chama outra e acaba juntando um monte q só dá pra apanhar com uma pá!&lt;br /&gt;Então, a gente (Elaini, Jô, Nildene, Paulo Henrique e Venceslau Felipe) resolveu fazer um blog para divulgar nossas viagens. A primeira delas é uma série de textos sobre o Mito de Giges. O que é isso? É só ler, aqui abaixo, porque transcrevemos direto de A República, de Platão... Em seguida, tem o primeiro texto. Na verdade, um poema baseado no mito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se gostou comente, se não gostou, comente msm assim...e boa viagem vc tb!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A permissão a que me refiro seria especialmente significativa se eles recebessem o poder que teve outrora, segundo se conta, o antepassado de Giges, o Lídio. Este homem era pastor a serviço do rei que naquela época governava a Lídia. Cedo dia, durante uma violenta tempestade acompanhada de um terremoto, o solo fendeu-se e formou-se um precipício perto do lugar onde o seu rebanho pastava. Tomado de assombro, desceu ao fundo do abismo e, entre outras maravilhas que a lenda enumera, viu um cavalo de bronze oco, cheio de pequenas aberturas; debruçando-se para o interior, viu um cadáver que parecia maior do que o de um homem e que tinha na mão um anel de ouro, de que se apoderou; depois partiu sem levar mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com esse anel no dedo, foi assistir à assembléia habitual dos pastores, que se realizava todos os meses, para informar ao rei o estado dos seus rebanhos. Tendo ocupado o seu lugar no meio dos outros, virou sem querer o engaste do anel para o interior da mão; imediatamente se tomou invisível aos seus vizinhos, que falaram dele como se não se encontrasse ali. Assustado, apalpou novamente o anel, virou o engaste para fora e tomou-se visível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo-se apercebido disso, repetiu a experiência, para ver se o anel tinha realmente esse poder; reproduziu-se o mesmo prodígio: virando o engaste para dentro, tomava-se invisível; para fora, visível. Assim que teve a certeza, conseguiu juntar-se aos mensageiros que iriam ter com o rei. Chegando ao palácio, seduziu a rainha, conspirou com ela a morte do rei, matou-o e obteve assim o poder.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Trecho do Livro II de A República, de Platão)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o mito de Giges e o anel, na República de Platão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andava o lídio em lépido caminho&lt;br /&gt;Arrebanhando ovelha em desalinho&lt;br /&gt;Quando Atlas golpeou o dorso do mundo&lt;br /&gt;Sulcando a crosta num rasgão profundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abriu-se-lhe à vista fenda magistral&lt;br /&gt;Enigmática, atraente, sedutora&lt;br /&gt;Em cuja boca esbarraria, se não fora&lt;br /&gt;Suficientemente fraca a sua moral&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E palmilhou a vereda enegrecida&lt;br /&gt;Ergueu-se-lhe maravilha inexistente&lt;br /&gt;No mundo dos mortais, pois somente&lt;br /&gt;Na barriga de Gaia há conhecida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esbarrou diante dum corcel dourado&lt;br /&gt;Erguida em bronze, altiva escultura&lt;br /&gt;Tão fantástica e obscura sepultura&lt;br /&gt;Quão obscuro e fantástico sepultado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No imo do cavalo estático se alojava&lt;br /&gt;Sobre-humana figura já sem vida&lt;br /&gt;Em um dos dedos mortos repousava&lt;br /&gt;Sonhada jóia que à escuridão convida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Giges acometeu súbita vertigem&lt;br /&gt;De incoercível e colossal origem&lt;br /&gt;Obrigando-lhe a manter os olhos junto&lt;br /&gt;Ao encovado olhar do singular defunto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na palidez daquele vão sombrio&lt;br /&gt;O nada à ambiciosa alma invadira&lt;br /&gt;A qual de pronta vontade aderira&lt;br /&gt;Às tenazes poderosas do vazio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coisa tenebrosa então lhe sucedeu&lt;br /&gt;O cadáver contra ele arremeteu&lt;br /&gt;O olhar que nada via lhe enxergava&lt;br /&gt;A boca muda de milênios lhe falava...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Toma o anel em minha destra engastado”&lt;br /&gt;“E dá vazão à tua ancestral cobiça”&lt;br /&gt;“Entrega-te à luxúria e à injustiça”&lt;br /&gt;“Assassina o rei e te faz o coroado!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nenhuma sorte de males te ameaça”&lt;br /&gt;“Pois a qualquer poder ele ultrapassa”&lt;br /&gt;“Com o artefato de que ora te invisto”&lt;br /&gt;“Tudo podes obrar sem jamais ser visto...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pastor acordou do transe horrível&lt;br /&gt;E julgou que loucura lhe alcançava&lt;br /&gt;Mas a sinistra mão ainda lhe ofertava&lt;br /&gt;A encantada jóia de beleza incrível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demasiada humilde, a vida de pastor&lt;br /&gt;Para espírito de sua qualidade e primor!&lt;br /&gt;Desejou o cetro da glória e do poder&lt;br /&gt;E os prazeres do palácio pra sorver...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomou do anel e da cripta retirou-se&lt;br /&gt;Foi ocupar-se dos seus novos trabalhos&lt;br /&gt;E rasgando sua bondade aos retalhos&lt;br /&gt;À eterna escuridão enfileirou-se...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Paulo Henrique, no livro O Retalhador de Sombras)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3285612380324475354-1136946286980354301?l=padeideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padeideia.blogspot.com/feeds/1136946286980354301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2008/12/por-que-p-de-idia.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/1136946286980354301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/1136946286980354301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2008/12/por-que-p-de-idia.html' title='Por que “Pá de idéia”?'/><author><name>Pá de Idéia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11378890218981568426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3285612380324475354.post-8958712465212099233</id><published>2008-12-05T06:39:00.000-08:00</published><updated>2008-12-05T06:49:50.165-08:00</updated><title type='text'>Paideia, o que é isso?</title><content type='html'>Paideia é a definição grega para o processo de aquisição de conhecimento, envolvendo corpo e alma, utilizando-se de subsídios como a música, arte, ginástica, ciências e filosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia deste blog é ser uma praça de discussão, como foi a antiga Agora, na Grecia, palco de diálogos igualitários. Somos um grupo de amigos que desejou partilhar suas discussões íntimas com você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso se sinta provocado pelo que publicarmos daqui pra frente, por favor, queira participar da discussão.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Estaremos esperando você. Até o próximo post!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3285612380324475354-8958712465212099233?l=padeideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://padeideia.blogspot.com/feeds/8958712465212099233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2008/12/paideia-o-que-isso.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/8958712465212099233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3285612380324475354/posts/default/8958712465212099233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padeideia.blogspot.com/2008/12/paideia-o-que-isso.html' title='Paideia, o que é isso?'/><author><name>Pá de Idéia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11378890218981568426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
